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sexta, 01 de julho de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Amigos e familiares realizam protesto e pedem justiça por morte de Maxelline

Ela foi assassinada a tiros pelo ex-namorado

07 março 2020 - 14h02Por Dany Nascimento

Familiares e amigos da professora Maxelline Santos, de 28 anos, assassinada a tiros realizam um protesto amanhã (8), no Dia Internacional da Mulher, na frente da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher).

O objetivo é chamar atenção da população para casos de feminicídio, destacando que muitas mulheres enfrentam o problema em casa, tem medo de denunciar e acabam sendo assassinadas.

Amiga de faculdade de Maxelline, Sueleid de Souza Cabreira, 36 anos, afirma que ouviu diversas vezes a amiga falando que vivia um relacionamento difícil com o guarda municipal e tinha medo do temperamento explosivo dele.

“Ela falava que era difícil e infelizmente acabou assassinada. Ele fala que não tinha intenção de matar, isso é um absurdo, porque ficou claro que a intenção dele era essa quando foi procurar ela. Vamos fazer esse protesto, mas do que nunca é necessário chamar atenção da sociedade porque  a cada duas horas, uma mulher é vítima de violência doméstica”, diz a amiga.

Além dos amigos e familiares da vítima, mulheres que já enfrentaram a violência doméstica se junta ao grupo. “A ideia é começar na frente da Casa da Mulher e depois ir para o canteiro central da Avenida Duque de Caxias”.

Valtenir é acusado de matar a tiros a ex-namorada Maxelline Santos, de 28 anos, e o amigo da vítima, Steferson Batista de Souza, 32 anos, durante um churrasco no bairro Noroeste, em Campo Grande. Ele também é acusado de balear a esposa de Steferson, Camila Telis. Valtenir não aceitava o fim do relacionamento com Maxelline.

A mulher tinha medida protetiva contra o ex-namorado e mesmo assim, foi executada a tiros.