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sexta, 28 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Amorim ficará em cela simples, sozinho e sem direito de visitas

01 outubro 2015 - 16h05Por Amanda Amaral e Alessandra Carvalho

Entregue espontaneamente à justiça no início da tarde desta quinta-feira (1º), o megaempresário João Krampe Amorim deve passar os próximos dias em uma cela simples da Delegacia de Repressão a Roubo a Banco e Sequestros (Garras). Amorim não poderá receber visitas além de seus advogados e, assim como presos comuns, terá apenas duas refeições por dia.

O dono da empresa Proteco Construções Ltda. teve “sorte”, segundo o delegado titular do Garras, Edilson dos Santos, pois os dois presos que estavam na cela foram transferidos ao Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande nesta manhã. Os advogados de Amorim podem, a qualquer hora, levá-lo mantimentos como cobertores e travesseiros.

Mais cedo, Amorim foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), para realizar os exames de corpo de delito, mas já retornou ao Garras.

A prisão temporária vale por cinco dias, podendo ser prorrogada por igual período. O recurso é válido, conforme a legislação, quando é imprescindível para as investigações do inquérito policial; quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade; quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes como, por exemplo, quadrilha ou bando; crimes contra o sistema financeiro; extorsão; roubo.

O pedido


O desembargador Luiz Cláudio Bonassini, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, acatou o pedido de prisão, impetrado pelo Ministério Público Estadual, contra Amorim e o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP, por liminar).

O pedido acompanhava uma medida cautelar que previa também o afastamento de 17 vereadores foi protocolado no dia 22 de setembro de 2015. Na decisão, apenas as prisões temporárias foram permitidas.

O processo, instaurado pelo Gaeco como Procedimento Investigatório Criminal n. 18/2015, tem como objeto investigar os crimes de corrupção passiva ativa e passiva, relacionados ao processo, no âmbito da Câmara Municipal, que culminou com a cassação do prefeito Alcides Bernal, no ano passado.