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segunda, 14 de junho de 2021
Polícia

Antes de matar mulher com taco de beisebol, homem deu soco no filho recém-nascido

A agressão ao filho ocorreu sete meses antes de a mulher ser morta por ele. Ela denunciou, mas depois reatou a relação

12 maio 2021 - 10h41Por Rayani Santa Cruz

Sete meses antes de matar a esposa Larissa Pereira do Nascimento, 22 anos, com um taco de beisebol, o acusado Paulo de Moura Sousa, 23 anos, havia dado um soco no próprio filho recém-nascido. O caso ocorreu no Distrito Federal.

Conforme o Metrópoles, o bebê foi atingido por ele  durante uma discussão com Larissa, que morreu no último domingo (9).

Na ocasião, Larissa entrou com medida cautelar no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). À época da agressão, em 24 de outubro do ano passado, o filho dos dois, Ravi, tinha apenas 1 mês de vida.

“Na residência de João, este, embriagado e sob efeito de drogas, quis pegar Ravi nos braços, mas Larissa, temerosa, não permitiu, tendo João, em seguida, desferido um soco contra Larissa, golpe esse que acabou acertando a cabeça de Ravi, lesionando-o”, descreve a ação. No dia anterior, o rapaz já tinha brigado com a garota, chegando a torcer o braço dela. Ele a teria chamado de “vagabunda”, “piranha” e “desgraça”.

À Justiça, Larissa descreve que teve um relacionamento de dois anos com João, que sempre foi violento. Ainda assim, ela declara que reatava a união porque o namorado prometia mudar, o que não aconteceu. Ela retirou a ação contra o rapaz dias depois, alegando que havia reatado o relacionamento.

Larissa registrou diversos boletins de ocorrência por violência doméstica e no dia do assassinato. A mãe de João relata que o casal brigou de madrugada onde ele agrediu a mulher e que domingo de manhã tornou a ouvir uma discussão.

Após isso, ele foi até a mãe e confessou que matou Larissa. A violência dos golpes foi tanta que um dos olhos da vítima estava fora da cavidade ocular. Além disso, o corpo de Larissa apresentava múltiplas lesões. O autor chegou a fugir de bicicleta, mas a polícia o localizou logo em seguida, na casa do pai. O casal tem um filho de sete meses.

O irmão de João Paulo confirmou que o jovem é uma “pessoa de personalidade extremamente violenta”. Ele ressaltou que, desde a adolescência, o irmão tem envolvimento com o crime e viveu a maior parte do tempo sob a custódia do Estado, no sistema prisional.