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Polícia

03/07/2014 09:40

Ao omitir socorro, freira é indiciada por morte de bebê em abrigo

Maus-tratos

A freira Liliana Geovanina Dall Santo de 67 anos, foi indiciada pela morte de um bebê de 4 meses dentro do abrigo Casa Vovó Túlia, localizado no bairro Amambaí, em Campo Grande. O fato ocorreu no dia 30 de junho do ano passado, e o inquérito policial da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) foi concluído no dia 27 de junho e encaminhado ao Ministério Público Estadual.


De acordo com o delegado responsável pelo caso, Paulo Sérgio Lauretto, fica evidente os maus-tratos em razão dos depoimentos dos envolvidos. “As próprias funcionárias do abrigo diziam que a criança estava piorando o seu quadro de saúde e o responsável só resolveu levá-la ao hospital quando já estava sem recurso. Foi em função dos depoimentos que o inquérito policial foi embasado”, explicou.


As investigações apuram que na época, W.E.N.C. foi encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande com pneumonia, sendo internado por oito dias. Ao receber alta médica e voltar para o abrigo, o menino voltou a apresentar os sintomas da doença, mas só foi levado de novo ao hospital após três dias.


“A criança só foi atendida quando estava com sinais vitais praticamente zerados. Chegando ao hospital, não tinha mais o que ser feito. Entendemos que houve negligência nos cuidados, que resultou na morte. Até mesmo porque, um dos elementos que remetem aos maus-tratos é deixar de dispensar cuidados necessários à pessoa, portanto, essa omissão é figura típica dos maus-tratos”, avaliou o delegado. Caso o MPE aceite a denúncia, a coordenadora pode ficar presa por 4 a 12 anos, e a pena aumentada em um terço devido à idade do bebê.


Nota de defesa do abrigo

Foto: Divulgação/Casa Vovó Túlia

Com 28 anos de atuação, o local abriga crianças de 0 a 4 anos de idade, em situação de vulnerabilidade social encaminhadas pela Justiça e que aguardam adoção na Capital. Diante das circunstâncias, a administração do hospital São Julião, mantenedor do abrigo, emitiu uma nota de solidariedade à irmã, confira:


"A Casa Vovó Túlia, com todo respeito que é devido às autoridades envolvidas no caso, discorda veementemente das conclusões tiradas pelas autoridades policiais no caso envolvendo a Irmã Liliana Geovanina Dall Santo.

A religiosa em questão é Coordenadora da Casa Vovó Túlia, possui 40 anos de experiência no trato com crianças e trabalha em regime de dedicação exclusiva, morando a 6 anos numa casa anexa ao abrigo, de modo que sempre esteve 24 horas a disposição das crianças, sempre desempenhando suas funções com extrema dedicação, responsabilidade e carinho.

A Casa Vovó Túlia é uma entidade sem fins lucrativos que conta com 28 anos de atividade atendendo a crianças de 0 a 4 anos.

Desde o início das atividades, mais de 750 passaram pela instituição.

Embora lamente profundamente o falecimento do interno, a casa tem tranquilidade em afirmar que ele não se deu em virtude de qualquer tipo de negligência por parte dos funcionários e muito menos da coordenadora.

O serviço é mantido exclusivamente com recursos de doações e do Hospital São Julião, que não tem nenhum beneficio fiscal pela realização deste serviço.

Nossa história garante estas afirmações"

AARH – Associação de Auxilio e Recuperação dos Hansenianos

Hospital São Julião – Casa Vovó Túlia – Centro de Apoio ao Migrante"


Resposta do delegado


Ao ser questionado sobre a nota divulgada, o delegado informou que está convicto do seu parecer, mas não cabe a ele julgar. “Os fatos vão ser submetidos ao parecer do Ministério Público e do Poder Judiciário, portanto, somente eles farão o julgamento final e apropriado”, salientou o delegado Lauretto. 

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