Representantes de várias entidades de defesa dos Direitos Humanos estiveram nesta quinta-feira (11), na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário, a Depac do Centro, para saber informações sobre a circunstância da prisão de duas travestis acusadas de injúria racial, na madrugada de quarta-feira (10). Há denúncias de discriminação contra as travestis no local.
De acordo com a polícia, as travestis Kauani e Thabata ofenderam um mototaxista com insultos racistas, na praça Ary Coelho. As supostas ofensas geram uma briga generalizada e que resultou na prisão das travestis e do namorado de uma delas.
No entanto, as entidades contestam a versão apresentada pelo mototaxista. “Elas foram ofendidas antes, um grupo de 15 homens as ofendeu quando passavam pela rua. Elas foram tirar satisfação e a briga começou”, afirma a presidente da Associação das Travestis e Transexuais (ATMS), Cris Stéfanny.
Os 15 mototaxistas envolvidos na briga foram ouvidos e liberados. As travestis chegaram à delegacia com varias lesões causadas pela briga e, mesmo assim, nenhum dos homens foi autuado por lesão corporal.
O grupo questiona o motivo pelo qual apenas as travestis foram presas. “Houve ofensa dos dois lados, porque eles não foram detidos também?”, aponta Cris.
De acordo com Cris, as travestis foram ridicularizadas na delegacia. “A verdade é que uma travesti chega à delegacia para ser atendida, como qualquer outra pessoa, e acaba sofrendo chacotas”, reclama.
Representantes das Comissões de Direitos Humanos e de Diversidade da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); Centro e Referência em Direitos Humanos e Combate à Homofobia; Conselho Estadual de Direitos Humanos e Defensoria Pública foram recebidos para uma reunião com delegado. Eles esperar receber informações sobre as ciscruntâncias da prisão.







