Anderson Rodney Padilha da Silva, de 26 anos, compareceu nesta manhã de terça-feira, na 2ª Delegacia de Polícia Civil, localizada no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande. Acompanhado de seu advogado, o autor do assassinato de Eric Ricardo Amancio de Lima, 26 anos, que foi morto a tiros na madrugada desta sexta-feira (17), alega que cometeu o crime para se defender.
Segundo o autor, o fato é que o sobrinho da vítima fatal possuía um moai e estava inadimplente, já que ele teria deixado de efetuar o pagamento das parcelas e queria receber o montante. Anderson disse que estava em uma conveniência localizada na Rua Alfredo Nobel, quando Eric foi até o local começar uma confusão.

“Eu estava no Pit Stop, na Vila Nasser, quando Eric chegou tirando satisfações. Eu ainda avisei que não queria briga, que ele não tinha nada haver com o assunto”, contou, Anderson, dizendo que após discussão ainda levou um tapa. Fato que o revoltou, porque Eric não teria respeitado nem sua condição, já que tem deficiência física em uma das pernas.
A princípio, populares teriam divulgado que ambos eram amigos. “Não era meu amigo. Se fosse amigo, ele não batia na minha cara”, disse Anderson ao TopMídia News, quando questionado sobre a tal amizade de infância. Ele disse ainda, que após o episódio resolveu ir embora. “Fiquei com muita raiva, mas entrei no carro e fui embora. No caminho, recebi uma ligação dizendo que o Eric estava procurando uma arma para me matar. Só quis me defender. Passei por acaso na frente da casa da irmã dele e acabou acontecendo”.
Crime
O assassinato ocorreu quando Eric estava em frente da residência da sua irmã, que fica na Rua Divinópois, no Vila Nasser. As testemunhas alegam que Anderson chamou a vítima para tentar negociar a dívida, quando efetuou diversos disparos com uma arma. Por outro lado, Anderson nega: “Foi o Eric que me chamou e fez ameças. Eu apenas me defendi”, tenta se justificar.
De acordo com o delegado titular da 2ªDP, Weber Luciano de Medeiros, o caso ainda será investigado. “Ele não é exemplo de pessoa, não é certo ninguém tirar a vida de ninguém. Mas não posso deixar de falar que Anderson está colaborando. Se apresentou nesta manhã e levou o revólver calibre 38 usado no crime".
O delegado informou que ainda vai apurar se ele já tem passagens e confrontar as versões dos fatos. "Anderson foi ouvido e deve responder por seu crime em liberdade. Apesar disso, se achar necessário, conforme as investigações, ele poderá ficar detido", concluiu.
Moai
Trata-se de um consórcio entre amigos e familiares, em que todos pagam uma cota por mês e a cada mês um acaba sendo sorteado, recebendo o montante arrecadado. É uma forma de economizar e aumentar a renda.







