Após a rebelião que levou cerca de 400 detentas a um colapso nervoso devido a morte de uma interna, na manhã desta segunda-feira (20), no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, os trabalhos de pente fino permanecem no local.
De acordo com o Diretor da AGEPEN (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Deusdete Souza de Oliveira Filho, disse que o presídio tem capacidade para acomodar 230 internas. Mas atualmente existem no local 400 e revelou ainda, que uma situação como esta é atípica. "Cerca de 90% delas cumprem pena por tráfico e não tem perfil agressivo. Vamos procurar identificar o que houve de errado e se for necessário remover para outro presídio do interior", comentou.
Já sobre a morte de Leda Barbosa Loredo de 36 anos, o diretor disse que, desde sexta-feira (18), a detenta vinha apresentando complicações de saúde, sendo assim internada na Santa Casa. "Ela estava com problemas renais, mas recebeu alta e voltou para o presídio no domingo (19), no mesmo dia, à noite, tivemos que leva-la até o UPA do Coronel Antonino, foi atendida e retornou para a cela", explicou.
Deusdete disse que todo o procedimento emergencial e ambulatorial foi prestado à interna, e que isso que ocorreu na manhã desta segunda-feira, não passou de uma fatalidade. Tendo em vista que o atendimento do Corpo do Bombeiros foi acionado logo no início da rebelião, por volta das 6h30 da manhã. E mesmo assim, a detenta foi retirada do presídio e encaminhada a cerca de menos de 100 metros até o UPA do Coronel Antonino já sem vida.
Agora o caso, considerado isolado, será apurado e os policiais permanecem na unidade prisional revistando as detentas no intuito de acharem alguma arma ou objeto ilícito dentro das celas. Já a instituição não sofreu danos de grande monta, somente o refeitório ficou comprometido e permanece em plena atividade.







