Durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (9), a delegada Ana Paula disse que o militar Tamerson Ribeiro Lima de Souza, 31 anos, só confessou o crime após aparentemente calcular a redução de pena. Ele estava relutante em falar sobre o feminicídio e só contou como matou a esposa Natalin Nara Garcia de Freitas Maia, 22 anos, após saber os benefícios judiciais da confissão.
A delegada indicou ainda que Tamerson permaneceu frio durante o primeiro depoimento.
“Ele estava frio a todo tempo, tranquilo e não estava nervoso. Ele aparentemente se arrependeu e contou o ocorrido quando foram explicados os benefícios da confissão.”
Tamerson disse que matou a esposa com um golpe de mata-leão na madrugada de sexta-feira (4). Na justificativa, o assassino tentou manchar a imagem da esposa dizendo que ela chegou bêbada, drogada e iniciou as agressões contra ele.
No depoimento, Tamerson afirmou que enrolou o corpo de Natalin em um lençol, colocou no porta-malas do carro, e de manhã levou a filha dela de 4 anos [que não é filha biológica dele e foi registrada por ele] à escola com o corpo no carro. Após isso, ele se deslocou até a BR-060 e desovou o corpo em um mato alto, próximo à entrada de uma fazenda.
Tamerson foi preso na segunda-feira (7), e tentou enganar a equipe policial dizendo que a esposa teria ido embora. Porém, a filha dela chorou e disse que a mãe havia morrido em um hospital, o que despertou a suspeita.
O assassino havia olhado alguns números de advogado na internet. E, depois de acionar uma advogada, ele foi orientado e não se manifestou mais sobre o caso.
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