Após confundir o pedreiro Hugo Neves Ferreira, de 45 anos, com um suposto estuprador e matá-lo com golpes de barra de ferro, no dia 15 de maio, no bairro Aero Rancho, Vanderson Escobar Xavier, 43 anos, está sendo procurado pela polícia. Exames periciais comprovaram a existência de sangue no veículo Ford Verona, pertencente ao acusado.
O veículo foi apreendido e periciado na quinta-feira passada (22) por determinação do delegado responsável pelo caso, da 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, João Reis Belo. Para evitar que a família fizesse justiça com as próprias mãos, os delegados da 5ª Delegacia de Polícia, Jairo Carlos Mendes e João Reis Belo anunciaram no mesmo dia, Vanderson como autor do linchamento.
Durante as investigações a Polícia Civil concluiu que Vanderson utilizou uma barra de ferro para golpear a vítima durante vários minutos e por inúmeras vezes. “Em seguida a arma do crime foi jogada no carro”, diz o delegado.
A vítima que estava embriagada e nua, depois de ficar enroscada nas grades da casa da irmã e perder as roupas, chegou a ser socorrida e encaminhada para a Santa Casa de Campo Grande. Mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte, provocando grande comoção social.
Segundo o delegado João Reis Belo, os peritos do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses) encontraram sangue humano no tapete do carro. “Amanhã os peritos farão a coleta de sangue dos pais do pedreiro, para comparar com o material encontrado no carro do Vanderson e verificar se de fato pertence a vítima”, explica.
Na sexta-feira, o delegado responsável pelo caso representou pela prisão preventiva do acusado, que foi decretada ontem (25), pelo juiz Daniel Della Mea Ribeiro. O delegado contou que, após a decretação da prisão, Vanderson não foi mais encontrado pela Polícia Civil, sendo agora, considerado foragido da justiça.
Procura-se
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Vanderson Escobar Xavier, pode entrar em contato com a Polícia Civil através dos números 67 3323-6700 ou 67 9627-2352, ou ainda com a Polícia Militar através do número 190, não é necessário que o denunciante se identifique.
Há ainda o suposto envolvimento de dois adolescentes de 16 e 17 anos, que teriam empurrado e chutado a vítima. No entanto, o delegado informou que a conduta deles será apurada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ).







