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Polícia

Autor da morte do segurança Brunão terá de pagar R$ 100 mil de indenização à família

Cristhiano Luna agrediu o segurança até a morte em 19 de março de 2011

04 dezembro 2020 - 12h19Por Rayani Santa Cruz

O confeiteiro Cristhiano Luna de Almeida, condenado inicialmente a 17 anos pelo homicídio qualificado do segurança Jeferson Bruno Escobar, o ‘Brunão’, terá de pagar indenização de R$ 100 mil por danos morais à família da vítima.

Além disso, o TJMS (Tribunal de Justiça de MS) afirma que ele também foi condenado a pagar uma pensão de meio salário mínimo no período de 19 de março de 2011 (morte da vítima) até 18 de junho de 2018, data em que a autora da ação, a avó de Brunão morreu.

A sentença proferida pela 15ª Vara Cível de Campo Grande julgou procedente a ação movida pela avó materna de Brunão, que morreu após ser agredido na frente de uma boate onde trabalhava como agente de segurança.

Na ação, a já falecida disse que a morte de seu neto lhe acarretou dano moral e material, posto que o falecido contribuía para o sustento da casa. Pediu assim a condenação do réu ao pagamento de indenização por dano moral e pensão mensal de um salário-mínimo para compensar o prejuízo material.

No transcorrer da ação, foi informado também o falecimento da autora e solicitada a substituição pelo seu espólio.

O caso

Jéferson Bruno trabalhava em uma boate de Campo Grande e morreu em 19 de março de 2011, após ser agredido com socos e chutes pelo confeiteiro Cristhiano Luna, que era lutador de artes marciais.

A briga generalizada se deu quando Brunão tentava retirar Cristhiano de dentro da casa noturna.

A condenação

Cristhiano Luna de Almeida, condenado inicialmente a 17 anos e seis meses de prisão por matar o segurança Brunão, em 2011, já cumpre pena em regime semiaberto, em Campo Grande. Ele obteve até licença para sair e fazer a prova da OAB/MS, em uma universidade particular, no dia 20 de dezembro.  

Depois da condenação, em novembro de 2017, Luna continuou preso, mas meses depois só teve vitórias na Justiça. Em maio de 2018, a defesa dele conseguiu, junto ao Tribunal de Justiça, reduzir a pena de 17 para 13 anos.

Em agosto do mesmo ano, Cristhiano conseguiu medida favorável no Supremo Tribunal Federal e foi posto em liberdade. A decisão do ministro Marco Aurélio Mello dizia que ele poderia recorrer da condenação em liberdade.

Embora não aparece decisão contrária no site do STF, Luna passou a cumprir o regime semiaberto. No dia 11 de janeiro de 2019, os advogados que o representam pediram à Justiça autorização para que ele pudesse frequentar a fase intensiva do curso preparatório para o exame da Ordem, que seria no dia 20.