Cerca de 30 adolescentes entre 14 e 17 anos que participavam de um baile funk na madrugada desta quarta-feira (24), por volta das 3h30, foram flagrados pela Polícia Militar fazendo "farra", no Tapera Club na Rua dos Coroados, esquina com Avenida das Bandeiras, em Campo Grande.
Alguns jovens estavam em frente a boate, o que chamou a atenção da guarnição da polícia. Em sua maioria meninas, cercavam os garotos e dançavam exibindo as "vulgaridades" em plena avenida. Dos adolescentes abordados, 11 deles estavam fazendo ingestão de álcool, sendo que havia apenas um menino. No interior do clube foram constatados que mais menores estavam sem o acompanhamento dos responsáveis, mas não faziam o uso de bebida alcoólica. Eles ficaram com a PM até a chegada dos responsáveis.

Os demais foram convidados a aguardar os responsáveis na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Piratininga.
A delegada plantonista Priscilla Anuda explicou que as menores não são autoras e que as atitudes delas não caracterizam como sendo crime, elas acabam sendo vítimas, nesses casos. Já o responsável e possível autor seria o proprietário Juarez do Santos, 46 anos, que permitiu a entrada e o consumo de bebida alcoólicas dos jovens.

De acordo com Priscilla, Juarez vai assinar o termo de compromisso e responder em juízo, em liberdade. Mas em seu depoimento, ele alega que alugou o local, para um promoter promover o baile funk e que sempre alerta os seguranças para proibir a entrada de menores.
Dos adolescentes que aguardavam a família, seis não encontraram os responsáveis, com isso, o conselho tutelar foi acionado. Mas de acordo com o conselheiro Benedito Carlos da Silva, a polícia já fez o bastante e que agora cabem a eles tentarem achar os responsáveis. "A polícia fez o papel dela agora a nossa parte é tentar localizar os pais".

Muitas das adolescentes foram hostis com a imprensa e com os próprios policiais, xingando e falando palavras de baixo calão.
*Matéria editada para acréscimo de informações 11h.







