Elaine Mara Trino de 49 anos e seu neto, uma criança de 9 anos de idade, foram feitos de reféns durante um assalto, por volta das 13h45 deste sábado (08). Os bandidos invadiram a residência da família, localizada na Rua Flávio de Matos, em frente a Igreja Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Monte Líbano, em Campo Grande.
A vítima relatou que viveu momentos de pânico, quando dois homens armados com uma faca entraram no seu imóvel anunciando o assalto. Eles estavam muito agressivos, exigindo dinheiro e jóias. Elaine contou que no momento do crime estava com o neto, e ambos foram levados ao banheiro.
Ela foi amordaçada e teve as mãos amarradas com roupas e um cabo de computador. De acordo com o boletim de ocorrência, o marido da vítima tinha saído pouco antes do assalto, para comprar almoço. Como a residência é um sobrado, outros moradores não chegaram a perceber a ação dos bandidos.

A vítima disse que ficou trancada com o neto dentro de um escritório e foram liberados apenas após a chegada da Polícia Militar, que teve que arrombar o local. Um dos autores tinha faixa etária de 25 anos, moreno, cabelos ondulados, curtos, olhos escuros, trajava bermuda, camisa amarela e chinelos. Já o outro tinha em torno de 30 anos, usava calça de brim caqui, sapato bege, cabelos volumosos e era de cor morena.
Eles fugiram levando um celular, cartão, dinheiro, chave, jóias, notebook e identidade. Testemunhas relataram que viram dois homens correndo no sentido da residência para um Fiat Uno de cor prata, modelo antigo, não sendo possível identificar a placa.
Investigação
A polícia investiga o envolvimento do vizinho, Claudio André Braga, porque dias antes do crime ele teria pedido informações sobre as imagens de segurança da casa, alegando que o seu imóvel também teria sido furtado. Ao vistoriar a residência de Claudio foi encontrado no corredor interno a capa do celular da vítima. Mas o vizinho que trabalha e cuida da casa, alegou que não sabia de nada porque estava dormindo no horário do crime, e suspeita de outro pedreiro identificado como Alessandro.

As imagens de segurança da residência roubada foram apreendidas para análise, com a intenção de dar prosseguimento às investigações. O caso foi registrado como roubo majorado pelo emprego de arma e pela restrição de liberdade da vítima na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro.







