Identificados como Aécio e Dilma, os 415 kg de maconha lacrados com o nome desses políticos foram apreendidos pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), nesta madrugada de quarta-feira (26), por volta das 3h, no município de Maracaju, distante a cerca de 161 quilômetros de Campo Grande.
Tudo começou quando um segurança desconfiou das atitudes suspeita de um motorista da Carreta Bitrem, de placas ANH 9069, por estar circulando em vários postos de gasolina, na cidade de Sidrolândia. Diante disso, os policiais iniciaram as diligências pela região. Ao flagrarem o suspeito, foi feito acompanhamento tático e perceberam que havia um “batedor”, em uma saveiro branca, de placas NRH 8401, percorrendo em frente à carreta.
A abordagem foi feita perto da residência do batedor, localizada no Bairro Juquita, em Maracaju. O veículo estava carregado com 36 toneladas de milho e o entorpecente escondido entre a carga. O motorista da Saveiro, Marcos Lucio da Rosa Nunes, de 40 anos foi identificado como o dono da transportadora e batedor. Já Estevão Fabiano Marques Ferro, de 40 anos, era o funcionário e motorista da carreta. Apenas Estevão tinha passagem por estupro, cometido há mais de 10 anos, em Ivinhema.

Em depoimento, eles revelaram que iriam receber cerca de R$ 3 mil para fazer o transporte do entorpecente até a cidade de Itapetininga, no interior de São Paulo. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, João Paulo Sartori, com certeza havia um motivo especial para eles terem embalado a droga com tais nomes.

“Eles não confessaram nada sobre isso. Mas, provavelmente, o objetivo seja identificar a qualidade do entorpecente ou distinguir o produto para distribuir a dois possíveis compradores”, revelou o delegado. Ambos ficarão detidos na Denar até serem encaminhados ao presídio da Capital, sendo autuados por tráfico de drogas.







