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terça, 27 de julho de 2021
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Polícia

Bolsonarista do 'kit gay' é condenado a 12 anos por pornografia infantil

Ele era militar e estava na lista do FBI como um dos maiores espalhadores do conteúdo no mundo

20 maio 2021 - 12h13Por Rayani Santa Cruz

Um militar da reserva listado pelo FBI como um dos maiores divulgadores de pornografia infantil do mundo está atrás das grades. Jorge Antonio Batalino Riguette, de 67 anos, foi preso em outubro de 2018 na cidade de Nova Friburgo, na Região Serrana (RJ). Bolsonarista de carteirinha fazia o tipo 'dono da moral e bons costumes' ao estilo conservador.

Conforme o DCM, Riguette morava sozinho e prestava serviços como analista de informática. Ele quis entrar na política e foi candidato a vereador pelo DEM, em 2008, no município de Trajano de Moraes (RJ).

Com ajuda do FBI, a Polícia Federal encontrou mais de 1,2 milhão de imagens em arquivos de Jorge, entre vídeos e fotos de crianças em cenas de exploração sexual.

“É um homem extremamente perigoso, uma vez que há anos tem interesse sexual por crianças”, explicou na época a delegada federal Paula Mary, da Delegacia Institucional da PF no Rio de Janeiro.

Em seus perfis nas redes sociais, Riguette dizia temer supostos avanços do ‘kit gay’ nas escolas e mostrava-se defensor da ditadura militar. Suas últimas postagens em modo público no Facebook antes de ser preso trazem notícias e montagens a favor do presidente Jair Bolsonaro .

Em uma delas, pede aos amigos que compartilhem um vídeo contendo informações falsas sobre o ‘kit gay’. “Haddad implanta o kit gay nas escolas, e Bolsonaro luta contra isso. Ajudem a compartilhar muito esse vídeo”, escreveu.

Além de integrar o ranking do FBI, Riguette ainda desenvolveu um software que catalogava os arquivos pornográficos por preferências sexuais. 

Riguette era apontado com um dos 100 maiores distribuidores de pornografia infantil pela internet no mundo e foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão em abril de 2019.