A direção de uma brinquedoteca privada de Três Lagoas divulgou uma nota oficial para rebater acusações de discriminação que circularam nas redes sociais nos últimos dias, após relatos de familiares de crianças com deficiência questionarem os critérios de acesso ao espaço.
No comunicado, a instituição afirma que não houve recusa de atendimento a nenhuma criança e que o impasse ocorreu exclusivamente em razão da tentativa de introdução de um acompanhante externo no ambiente interno do local.
Segundo a empresa, a política de funcionamento estabelece que apenas profissionais treinados e diretamente vinculados à equipe podem atuar na supervisão das crianças. A exigência tem como objetivo garantir a segurança e o bem-estar de todos os frequentadores e não está relacionada a qualquer condição de saúde ou deficiência. A direção sustenta que a decisão foi técnica e baseada em protocolos internos, sem caráter discriminatório.
Ainda conforme o posicionamento divulgado, após a mãe demonstrar insatisfação com a negativa de entrada de um acompanhante sem vínculo com a empresa, a brinquedoteca buscou alternativas, solicitando documentação e consultando seu departamento jurídico para avaliar a possibilidade de permitir o acesso de uma pessoa externa. No entanto, antes da conclusão desse processo, a mãe teria passado a publicar nas redes sociais que a filha havia sido impedida de entrar por ser diabética, o que segundo a instituição, não corresponde aos fatos.
A empresa afirma que em nenhum momento houve qualquer menção à condição de saúde da criança e que a recusa se limitou à presença do acompanhante. A partir dessas publicações, segundo a nota, houve uma intensa mobilização nas redes sociais, com milhares de comentários, ofensas e até ameaças. A situação, ainda conforme o comunicado, teria causado um impacto emocional tão grande que a proprietária da instituição precisou ser hospitalizada em razão do estresse.
Diante da repercussão, a brinquedoteca informou que tentou um contato amigável com a mãe para buscar uma solução pacífica e esclarecer os fatos, mas a tentativa de mediação foi recusada. Com a continuidade das publicações e dos ataques à reputação da empresa, a assessoria jurídica decidiu encaminhar uma notificação extrajudicial, formalizando a busca por retratação e correção das informações divulgadas.
Além disso, a instituição comunicou que foi registrado um boletim de ocorrência contra pessoas que estariam promovendo ataques considerados infundados e sem apuração adequada dos fatos, para que a situação seja analisada pelas autoridades competentes.
O caso ganhou visibilidade após relatos de familiares de crianças com deficiência, como autismo e diabetes tipo 1, que afirmaram ter enfrentado dificuldades para acessar o espaço. A empresa, por sua vez, reforça que atua há mais de dez anos no município, não adota práticas discriminatórias e que suas regras são aplicadas de forma igualitária, sempre com foco na segurança, na ética e no bem-estar das crianças.







