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sábado, 02 de julho de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Ex-goleiro Bruno deve retornar ao Rio depois do carnaval

Advogado diz que ex-goleiro viajou, mas omite destino

27 fevereiro 2017 - 11h42

O ex-goleiro Bruno deverá voltar a morar no Rio na próxima quinta-feira. A informação é do advogado Lúcio Adolfo da Silva, que defende o ex-jogador no processo a que ele responde em Contagem (MG), pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, em 2010.

Condenado a 22 anos de prisão em primeira instância, Bruno Fernandes das Dores de Souza teve um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira. Em decisão liminar, o ministro considerou injustificável o fato de Bruno estar preso há seis anos e sete meses, em custódia provisória, sem o término do processo.

Segundo o advogado, Bruno viajou com a mulher, Ingrid Calheiros, e só depois do carnaval deverá retornar. Ele não informou o destino. A defesa do ex-goleiro deverá conceder uma entrevista coletiva nesta segunda-feira para falar sobre o processo. Como a decisão de Marco Aurélio Mello foi liminar, o caso deverá ser apreciado ainda pelo pleno do STF.

O ex-goleiro deve aguardar a decisão no Rio, onde mora sua mulher. O casal está junto desde 2008, antes da prisão, mas só oficializou o casamento em junho do ano passado. Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010, quando deixou um hotel no Rio e foi com o filho para o sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG).

Dois dias depois, a polícia fez uma varredura no imóvel atrás de pistas sobre o desaparecimento de Eliza. Encontrou fraldas, roupas femininas e uma passagem aérea com nome ilegível. No carro de Bruno, havia manchas de sangue no assoalho e no porta-malas, que a perícia comprovou serem de Eliza.

Um par de óculos escuros e sandálias, encontrados no automóvel, foram reconhecidos por testemunhas como sendo da jovem. No dia 1º de julho, o ex-jogador finalmente falou sobre o assunto e disse que estava preocupado com o sumiço da modelo. Seu corpo nunca foi encontrado.

A mãe de Eliza, Sônia Moura, criticou a decisão do Supremo. Segundo ela, a libertação de Bruno trouxe à tona a dor pela morte de sua filha.