Vizinhos relatam que cães estariam morrendo de fome, sede e durante brigas em uma casa localizada na Rua Dib Jorge Abussafi, no bairro Conjunto Aero Rancho, em Campo Grande. A situação teria se agravado nesta segunda-feira (5), quando moradores afirmam ter visto animais mortos descartados de forma inadequada, causando forte mau cheiro na região.
Conforme relatos encaminhados ao TopMídiaNews, a proprietária dos animais foi interditada judicialmente e retirada do imóvel, o que teria resultado no abandono dos cães que permaneciam no local.
Diante da grande quantidade de animais, a Justiça teria determinado que a Subea (Superintendência do Bem-Estar Animal) realizasse a manutenção do espaço, garantindo alimentação e água potável aos cães. Ainda assim, moradores afirmam que a situação segue crítica.
"Dá dó de ver eles se matando durante as brigas, morrendo de fome, sede, vivendo em meio à sujeira. Os moradores aqui em volta tentam ajudar jogando ração pelo portão e pelos muros, mas não está mais dando conta", relatou uma vizinha.
Moradores também afirmam que, nos últimos dias, houve grande concentração de moscas no local e nas casas vizinhas. Segundo eles, cães mortos teriam sido colocados em sacos de lixo dentro e fora do quintal.
"Vieram aqui e colocaram os animais dentro de sacos de lixo. Não conseguimos sair de casa por conta do mau cheiro, as moscas ficam acumuladas nos sacos e invadem nossas casas. Está insuportável esta situação", disse outra moradora.
Vídeos que circulam mostram cães amontoados em meio a fezes e urina dentro do imóvel. Além dos órgãos municipais, a Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) teria sido acionada para acompanhar o caso.
Nota
Em nota, a prefeitura de Campo Grande detalhou que o local trata-se de um abrigo de uma protetora independente, o qual passou por intervenção judicial para que a prefeitura pudesse assumir a tutela dos animais e adotar as medidas necessárias.
Segundo o posicionamento, todos os animais passaram por avaliações clínicas, exames para diagnóstico de leishmaniose, vacinação antirrábica, vacinação polivalente e vermifugação, com o objetivo de atender às condições mínimas para que sejam disponibilizados para adoção responsável.
A nota esclarece ainda que a manutenção do local está sendo realizada por servidores da prefeitura, que promovem a limpeza e alimentação dos animais conforme uma escala definida. As ações estariam sendo registradas por meio de relatórios técnicos e fotográficos, encaminhados à Procuradoria-Geral do Município e ao Poder Judiciário.
Também foi ressaltado que não há cadáveres de animais no imóvel. De acordo com a nota, todos os cômodos foram lavados e organizados para a separação dos cães. Os sacos de lixo encontrados no local conteriam apenas dejetos dos animais, que aguardam recolhimento pelo serviço público de coleta.
No momento inicial da intervenção, o imóvel contava com aproximadamente 50 animais entre cães e gatos. Atualmente, permanecem cerca de 25 cães adultos disponíveis para adoção responsável. Interessados devem entrar em contato com a Subea para mais informações.
Por fim, a nota orienta que denúncias de maus-tratos sejam formalizadas junto à Decat.







