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Polícia

Caso Devanir: investigação 'emperra' e polícia segue no aguardo de laudos

Laudos ainda devem ser entregues para que investigação seja concluída; autor seguiu colaborando com a polícia

21 maio 2022 - 18h10Por Vinicius Costa

A investigação para a elucidação da morte de Devanir Paltanin, 46 anos, morto de forma cruel pelo seu 'affair' Carlos Roberto Silva Strogueia, de 24 anos, ainda parece estar longe de terminar. Os laudos que seriam suficientes para os próximos passos do inquérito, ainda não foram entregues à polícia.

No compasso de espera, a Polícia Civil segue estagnada a espera de mais detalhes que possam agilizar o caso e levá-lo ao Poder Judiciário.

O crime aconteceu no dia 24 de março, na Vila Romana, em Campo Grande. A vítima tinha quatro lesões graves, no tórax, pescoço, garganta e braço.

O autor do crime havia se apresentado na 7° Delegacia de Polícia Civil no dia 30 de março. Desde lá, se comprometeu a colaborar nas investigações, o que fez a delegada Francielle Candotti recuar na hipótese de pedir prisão preventiva naquela época.

Mas passados 45 dias do depoimento de Carlos, que sempre esteve acompanhado de duas advogadas, nenhuma grande atualização ou conclusão dos laudos periciais, que pudessem comprovar toda a ação.

Como informado pelo TopMídiaNews, ainda em março, o crime aconteceu por causa do relacionamento entre eles. Devanir e Strogueia haviam se conhecido por meio de um aplicativo de relacionamento e conversaram assiduamente por quatro meses.

No entanto, a mentira da vítima, que não teria revelado sua identidade original quando conheceu Carlos, aborreceu o autor - ele, naquela oportunidade, se identificou como Roger. A motivação gira em torno de algo passional.

Morte

Em coletiva no dia 31 de março, a delegada do caso afirmou que as partes tiveram uma discussão sobre a identidade, quando, Devanir teria partido para agressões com uma faca. Nas mãos de Carlos ainda era possível ver ferimentos. Em depoimento, o rapaz confirmou que eles haviam usado drogas.

O autor disse que, se não tivesse a faca, nada disso teria acontecido. Ele disse que está arrependido. Carlos também negou o uso do cutelo, mas que se apossou da faca e de uma segunda faca, mas que essa última foi descartada em um córrego, próximo ao local do crime.

Existia a suspeita de que Carlos teria tentado esquartejar a vítima, mas nem ele, nem a polícia confirmam os fatos referentes a esse episódio.