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Caso Dirceu é concluído e acusado pode pegar até 44 anos de prisão

Friamente

10 FEV 2014
Marcelo Villalba
12h10min
Foto: Marcelo Villalba

Um crime que mobilizou mais de 150 policiais para solucionar e prender os acusados de matarem o investigador Dirceu Rodrigues dos Santos (38), foi concluído pelo Delegado responsável João Reis Melo, na última sexta-feira(7) e apresentado na manhã desta segunda-feira (10).

Dirceu, estava trabalhando descaracterizado em uma investigação de roubo, no dia 28 de janeiro, no bairro Campo Nobre. Na ocasião ele e o colega,  Osmar Ferreira (39), foram reconhecidos pelo grupo que estava negociando a venda da jóia roubada.

Na ocasião, o investigador foi morto com três tiros - dois na cabeça e um no abdômen. Osmar que estava dentro da casa,  foi o primeiro reconhecido pela travesti 'Lexia', na hora ele foi empurrado e imobilizado com uma chave de braço. 

O cabeça da turma foi Alexandre Gonçalves, 21 anos, que irá responder por crimes de homicídio qualificado, receptação dolosa, furto, resistência, corrupção de menores e lesão corporal dolosa, podendo pegar até 44 anos de prisão.

Outros envolvidos no caso como Lúcia Helena Barbosa Gonçalves, 50 anos, mãe de 'Lexia', vai responder por ocultar a jóia, crime de receptação dolosa, Cleber Ferreira Alves, 36 anos e Renato Ferreira Alves, 21 anos, Geovani de Oliveira Andrade, 18 anos, receberam as armas e vão responder por porte ilegal de armas. Todos já foram transferidos para o presídio de segurança máxima de Campo Grande.

Segundo Reis, o menor Nicolas Brito de Oliveira, 15 anos, vai responder por participação no homícidio por dirigir o carro de fulga, vai cumprir a pena na Unei Los Angeles. 


Entenda - 
Conforme relatou o delegado Reis, os policiais descaracterizados, abobadaram a travesti Nathalia, que foi questionada sobre o roubo da corrente de ouro de R$ 80 mil. Ela informou aos investigadores, que a jóia estaria de posse de Lexia.  e que levaria eles até a criminosa, chegando lá eles falaram que estariam interessados na corrente. Lexia levou Osmar para dentro da casa, onde desconfiou.


Ela alertou ao irmão Alexandre que haviam supostos policiais na 'área', foi quando o rapaz imobilizou o investigador, que desmaiou. Nessa hora Alexandre foi informado que fora da residência estaria outro policial armado, efetuou o primeiro disparo, que atingiu o abdômen de Dirceu.


O policial ferido tentou procurar abrigo mas, caiu sentado no meio fio, Alexandre e Nicolas correram para o carro e foram atrás do policial. Chegando próximo, Nicolas parou o carro foi quando, Alexandre foi até Dirceu, pegou a arma do investigador e com ela executou friamente, com dois tiros na cabeça.


Osmar meio desorientado conseguiu acordar e ligar para a polícia, mas já era tarde. Dirceu não resistiu e morreu no local. Ele teve hemorragia interna e traumatismo crânio cefálico por arma de fogo.


Para o delegado Jairo Mendes, da 5ª Delegacia de Polícia, que ajudou nas investigações, a corporação policial esta em luto pois foi um crime bárbaro. "Estamos ferido, machucado com esse fato".


Já o delegado Tiago Macedo da 4ª Delegacia de Polícia, relatou que em Mato Grosso do Sul, tem altos índices de crimes dolosos, resolvidos no país.


Agora a polícia vai encaminhar o caso para o Ministério Público, que irá julgar o caso.  O rapaz ainda vai responder por roubo e formação de quadrilha, mas o inquérito ainda está sendo investigado pela delegacia especializada de roubos e furtos de Campo Grande. 

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