Cinco professores estão prestando depoimento, na manhã desta quarta-feira (12), na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. O grupo diz que sofreu agressões da Guarda Municipal na última terça-feira (4), durante uma manifestação na Câmara Municipal da Capital, um dos professores chegou a ser detido em meio ao tumulto. Leia aqui.
Segundo o educador Marcelo Araújo, que acabou sendo preso, ele já havia registrado um boletim de ocorrência. Os professores agredidos foram novamente chamados para prestarem novos esclarecimentos e o delegado titular da delegacia está ouvindo a categoria desde às 9h30 de hoje.
Revoltado como tudo aconteceu, Marcelo contou que quando foi detido ele se sentiu um bandido, acredita que a guarda agiu de forma errada, pois os educadores estavam fazendo uma manifestação pacífica na Casa de Leis.
"Minhas costas ficou toda machucada, levei vários socos, me derrubaram e me arrastaram pelo chão. Me trataram como se eu fosse um bandido, depois me prenderam. No dia do tumulto havia vários guardas à paisana e foram eles que entraram em confronto com os professores", disse Marcelo. Leia aqui.
Segundo uma outra professora que também teria sido agredida, Zélia Aguiar, 54, relatou que quando começou o tumulto ela subiu na poltrona do plenário para conseguir ver o que estava acontecendo, neste momento, um guarda passou a agredi-la e Marcelo, para defender a colega de trabalho, acabou entrando na confusão. No dia da agressão, Zélia foi até a Casa da Mulher Brasileira, onde relatou à polícia o que havia acabado de acontecer.
O educador Gilvano Bronzoni, 39, disse os guardas à paisana, estavam infiltrados no meio do plenário e ele também teria sido agredido. " Apenas estava tentando separar, querendo mostrar que com violência ninguém chega a lugar algum. Os guardas me arrastaram pelo corredor do plenário, quase desmaiei pelo fato deles apertarem meu pescoço com muita força", lembrou.
A professora Aretruza Veloso, 37, disse que tinha ido à Câmara com o filho, uma criança de apenas quatro anos de idade, no momento da confusão, o menino caiu e ficou 'prensado' na grade de proteção do plenário. "Recebi vários socos nas costas, meu filho ficou preso, mas conseguimos retirá-lo, foi um horror. Nunca imaginei que poderia existir violência, pois já havíamos ocupado o plenários quatorze vezes e sempre foi tudo tranquilo. Os guardas Municipais à paisana já estavam esperando um certo confronto sem motivo", disse.
Testemunhas que estavam no momento do tumulto também estão na Delegacia. Ao todo aproximadamente dez pessoas estão no local.







