Com a morte do policial civil de Tacuru, José Nivaldo de Almeida, 51, na noite do último domingo (28), a categoria volta a cobrar penas mais rigorosas para os criminosos que assassinam servidores da segurança pública no cumprimento de seu dever.
Em março deste ano foi aprovada na Câmara Federal uma lei que torna crime hediondo e homicídio qualificado assassinar policial, bombeiro militar, integrantes das Forças Armadas, Força de Segurança Nacional e agentes penitenciários, mas até a proposta ser finalmente sancionada, muitos policiais poderão morrer em serviço, segundo o presidente da Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Alexandre Barbosa.
“O que nos entristece é que as Leis não são rígidas para os criminosos que matam policias, então ele [o bandido] fica com um sentimento de impunidade, de que não será preso ou punido de forma justa”, explicou.
Nos últimos dois anos, cinco policiais civis morreram tentando prender algum criminoso ou em trocas de tiros. “A Lei que torna crime hediondo matar policiais já foi envida para o Senado e será votada, mas as que já existem engessam a polícia. Um exemplo é não poder algemar o suspeito, colocando a agente em risco”, concluiu Alexandre.
Hediondo
É classificado como crime hediondo, atualmente, o genocídio (tentativa de destruir algum grupo étnico ou religioso), tortura, estupro, latrocínio, sequestro, entre outros. Para esses crimes não cabe indulto (absolvição), anistia e nem cabe fiança.
Último caso
O investigador da Polícia Civil, José Nivaldo de Almeida foi morto com três disparos de arma de fogo na noite de domingo (28). Ele tentava algemar um homem, identificado como José Osmar, 27 anos, que estava armado. O policial conseguiu desarmar o suspeito, mas ele pegou a arma que o policial usava a atirou.
José Nivaldo foi atingido no tórax e morreu na hora. Ele era investigador da Polícia Civil desde 2006 e trabalhava na Delegacia de Tacuru.







