O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), José Carlos Barbosa, nesta terça-feira (31), afirmou que o diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Ailton Stropa Garcia, pode deixar o comando da autarquia. Barbosinha explicou, que após às investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), durante a Operação Girve, Stropa teria manifestado o interesse em deixar o comando da Agepen.
Informações extra-oficiais, revelam que Stropa estaria em reunião à portas-fechadas com demais diretores do órgão na manhã de hoje, em que estaria anunciando o seu desligamento da Agepen. Há possibilidades que outros diretores também deixe o comando. O pedido de renúncia ao cargo teria sido feito pelo próprio governador, Reinaldo Azambuja, do PSDB, que retornou às atividades nesta segunda. O diretor estaria no aguardo da publicação no Diário Oficial do Estado para oficializar o seu desligamento.
Diante dos escândalos envolvendo o órgão, agentes do Gaeco fizeram revistas nas residências de Stropa, em Dourados e em Campo Grande, durante a Operação Girve. Sua permanência teria ficado 'insustentável' dentro do órgão.
Além das residências, o gabinete de Stropa também foi inspecionado na última sexta-feira (27), que contou inclusive, com a presença da coordenadora do Gaeco, promotora de Justiça, Cristiane Mourão. Do local, foram retirados documentos e o celular do diretor da Agepen foi apreendido.
Operação Girve
O diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa, foi um dos alvos da Operação Girves do Gaeco, realizado na última sexta-feira, 27 de janeiro, inclusive tendo seu aparelho celular apreendido. O MPE investiga ilegalidades cometidas durante a realização de curso dirigido a agentes penitenciários, ocorrido em abril do ano passado, na cidade de Campo Grande.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, requeridos pelo Gaeco, em investigação que apura a prática dos crimes de peculato, falsidade documental e corrupção envolvendo alguns diretores da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul - Agepen.
Os alvos de busca e apreensão forma na Presidência da Agepen, da Diretoria de Assistência Penitenciária (DAP), da chefia da Divisão de Estabelecimentos Penais (DEP), da Diretoria de Operações (DOP) e a Chefia de Divisão de Trabalho.
Os celulares de todos os alvos foram apreendidos e no interior da residência de um dos diretores foram encontrados noventa mil reais em dinheiro. Os mandados foram cumpridos nas residências dos diretores investigados, localizadas nas cidades de Aquidauana, Dourados e Campo Grande, além dos respectivos locais de trabalho localizados na sede da Agepen em Campo Grande.
Outra investigação em curso
O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da 50ª Promotoria de Justiça, investiga denúncia de suposto esquema de corrupção ligado a 'grupo criminoso' que atua dentro da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
Às investigações iniciaram em março de 2016, após denúncia 'anônima' e vem sendo investigado. Diretores estariam utilizando a estrutura da autarquia para realizar prática de diversos crimes. Veja a matéria completa aqui.








