Menu
Busca segunda, 27 de janeiro de 2020
Polícia

Com longo histórico de encrencas, PM que teve filho assassinado por milícia perde patente

Paulo Roberto já esteve envolvido com a máfia dos caça-níqueis e milícia

16 dezembro 2019 - 10h04Por Diana Christie

O TJ (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) decidiu, por maioria, pela perda de posto e retirada da patente do policial militar Paulo Roberto Teixeira Xavier.

Ele é uma das testemunhas da Operação Omertà e pai do universitário Matheus Xavier, 20 anos, assassinado a tiros em 9 de abril.

A decisão foi publicada na última quarta-feira (11). Segundo o processo, Paulo Roberto perdeu a patente por manchar a imagem da instituição.

O PM foi preso em investigação contra caça-níqueis ilegais que funcionavam em Mato Grosso do Sul e Porto Guijarro, na Bolívia, em 2009.

De acordo com a Polícia Federal, ele intimidava pessoas que tinham dívidas com o cassino e atrapalhava ações de fiscalização.

Paulo Roberto também tem um longo histórico de problemas de insubordinação e desrespeito à hierarquia da corporação, tendo até procurado deputados para evitar uma transferência de cidade.

Matheus Xavier - Foto: Reprodução/Facebook

Envolvimento com milícia

O PM também está envolvido com suposta milícia, que acabou matando seu próprio filho, Matheus. O rapaz usava a caminhonete do pai para buscar os irmãos na escola, quando foi fuzilado por pistoleiros ao sair de casa no Jardim Bela Vista, em Campo Grande.

Desde a morte do filho, Paulo Roberto vem colaborando com a polícia e é uma das testemunhas que ajudaram na Operação Omertà, responsável por levar Jamil Name e Jamil Name Filho para a cadeia.