Devido à pandemia do novo coronavírus e isolamento social, tudo indica que os números de agressões e violência doméstica aumentem nos próximos meses. Em Campo Grande, já são 2.374 boletins de ocorrência registrados de janeiro até a última semana de abril. A média geral é de 600 casos registrados por mês.
Com os números em mãos, o deputado Antônio Vaz (Republicanos) protocolou o projeto de lei 62/2020, que dispõe sobre a prevenção e acolhimento aos casos de violência doméstica contra mulheres e crianças durante o estado de calamidade, no Estado.
Ele afirma que a medida partiu dos dados durante os cinco dias de quarentena, de 20 a 25 de março, onde a Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande informou que 43 boletins de ocorrências foram registrados. Isso, só na capital do Estado, sem contar os municípios do interior.
“O objetivo é oferecer acompanhamento psicossocial, zelando pela manutenção da integridade física e psicológica das vítimas, o Estado também disponibilizará canal telefônico próprio, para contato institucional das mulheres com profissionais de psicologia, para que realizem atendimento e acompanhamento psicológico remoto, via telemedicina, com o intuito de incentivar o isolamento social voluntário, zelando pela qualidade da saúde mental dessas vítimas”, afirmou Vaz.







