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Polícia

16/04/2014 10:00

Comparsas são presos com 104 kg de maconha hidropônica em blitz

Perseguição policial

Após perseguição policial com veículos atingindo cerca de 200 Km/h, Rogério José de Souza, 22 anos, e  Bruno Emanuel Dias de Lima, 29 anos foram detidos, por volta das 17h de ontem (15), durante blitz policial, na saída para Sidrolândia, em Campo Grande.


Os policias da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) contaram que ambos foram flagrados após uma denuncia anônima, na qual revelou que Rogério estaria vindo de Ponta Porã trazendo maconha para a Capital.


Na operação, foi constado que Rogério estava em um veículo Montana com 104 kg do entorpecente, enquanto Bruno seria o abatedor, em um veículo Gol localizado mais a frente, para "abrir caminho para o comparsa". Rogério já tem passagem por homicídio, enquanto seu parceiro já foi fichado por tentativa de furto.


Após os policiais emitirem sinal de parada aos veículos, foi necessário iniciar a perseguição. De acordo com o delegado da Denar responsável pelo caso, Rodrigo  Yassaka, no decorrer da operação foi necessário dar um tiro de advertência, atingindo o pneu do veículo Montana. "Na hora que Rogério tentou fugir a pé do carro, conseguimos prendê-lo. Bruno foi preso mais a frente, conseguimos fazer ele parar o veículo", contou.


Após a prisão, foi constatado que ambos os veículos tinham aparelho comunicador que avisavam sobre blits e que Bruno mora no jardim Aero Rancho. Dentro da residência dele foram apreendidos mais 4kg de maconha, um revolver calibre 38, além de balança de precisão.


Já a casa de Rogério fica no bairro Marcos Roberto, região da vila Nhanhá, conhecida por ser uma das maiores concentrações de vendas e de drogas da Capital. No local, foram apreendidos mais 700 gramas de pasta base para cocaína, um revólver calibre 38 com munições, balança de precisão e uma motocicleta.

A prisão foi feita após perseguição policial (Foto:Geovanne Gomes)

O delegado Yassaka contou que a manconha apreendida era hidropônica. "Trata-se de uma maconha cultivada dentro da água. Isso aumenta a potência da droga, para ela ser vendida com um custo superior", explicou.


Rogério contou que teria comprado o entorpecente no Paraguai por R$ 7 mil reais e seria vendida em torno de R$ 30 mil, para clientes de Campo Grande e até fora do Estado. Ambos responderão por associação ao tráfico e porte ilegal de arma de fogo.

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