A polícia civil apresentou na tarde desta terça-feira (16) os envolvidos no assassinato da faxineira, Cláudia Gabriel dos Santos, de 37 anos, morta a punhaladas de arma branca (punhal) na última sexta-feira (12), na Rua Filomena Segundo Nascimento, ao lado do famoso ‘Bar da Loira’, no Jardim das Perdizes, em Campo Grande.
Testemunhas que presenciaram a briga chegaram a dizer que a própria filha teria assassinado a mãe, versão desmentida pelo delegado da 4ª Delegacia de Polícia, Tiago Macedo. Segundo ele depois de ouvir outras testemunhas e a própria família, a polícia chegou a vendedora de cosméticos Débora Nicolau Araújo, de 20 anos e o mestre de obras Abadio Fernandes de Andrade, de 62 anos, sogro da acusada e também da vítima, pois elas eram concunhadas.
Macedo explicou que o motivo do assassianto foi por puro ódio motivado por uma dívida de R$ 80 reais e uma sandália que Débora teria vendido para a cunhada Cláudia. “A Débora vendeu para a cunhada (vítima) uma sandália e alguns produtos de cosméticos no mês de setembro. Segundo ela, o negócio foi fiado e a autora cobrava a Cláudia, que sempre tinha uma desculpa para não pagar a dívida”, disse o delegado.

Ele ainda disse que nos depoimentos, Débora revelou que a dívida foi parar na Justiça Itinerante para tentar resolver o caso. “Ela disse que não aguentava mais cobrar a cunhada Cláudia e levou o caso para a Itinerante. Quando a devedora ficou sabendo, ela começou a fazer chacota de sua conta à cunhada e revelou que não pagaria a dívida da sandália e dos cosméticos adquiridos”, revelou.
Para o delegado Tiago Macedo o crime foi pré-meditado, versão negada pela autora Débora que sustenta a versão de que ela estaria passando pela rua por um acaso e encontrou a cunhada quando começaram a discutir e brigar. “As duas começaram as agressões verbalmente, e depois luta corporal. Cláudia bateu com um guarda chuva na cabeça, e na face, por isso o olho roxo da Débora”, explicou Tiago.
“Foi um momento de raiva, de defesa, eu dei nove golpes do punhal nela. Estava completamente cega de ódio, pois ela estava me devendo, e depois que soube que levei o caso para a Justiça Itinerante aí que ficava tirando sarro, fazendo chacota para todos. Estou arrependida”, disse a cunhada e autora do crime.
Já o sogro das duas mulheres alegou total inocência e se defende dizendo que apenas passava pelo local, viu o tumulto e tentou ajudar a nora por medo de populares retalharem a autora do crime. “Eu sou inocente, não sabia do crime, eu pensei que ela seria linchada, não sou acostumado com isso. Na hora do desespero resolvi colocar a Débora no carro, ela é a mãe dos meus netos, um recém-nascido de 5 meses”, disse o Abadio Fernandes de Andrade, de 62 anos.

O delegado Tiago Macedo concluiu a apresentação dos autores do crime revelando que ainda hoje Débora seria encaminhada para o estabelecimento penal feminino Irmã Irma Zorzi e Abadio aguardaria vaga para o presídio de Campo Grande na 4ª delegacia nas Moreninhas. O crime ficou registrado como homicídio doloso, quando tem intenção de matar, na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Piratininga.








