Questionado sobre uma espingarda encontrada em seu haras, o empresário Jamil Name disse que não podia garantir ‘veemente’ que a arma não era sua. Ele está preso no âmbito da operação Omertà, que busca combater organização criminosa atuante na prática de homicídios, milícia armada, corrupção ativa e passiva, dentre outros.
Em depoimento, Jamil pontuou que nunca teve arma e que não sabia como o item tinha ido parar no haras. Entretanto, voltou atrás e disse que não podia afirmar com veemência que o item não era seu, e que poderia sim ter cedido para os funcionários como forma de proteção. Além disso, ele reforçou que a arma deveria ter registro na Polícia Federal.
O empresário passa por audiência de custódia nesta segunda-feira (27), depois de ser preso em flagrante por porte irregular de arma de fogo.
Jamil foi preso juntamente com o filho, Jamil Name Filho, na última sexta-feira (27). Na casa dele foi encontrada uma pistola Glock carregada.
Ao saber da prisão, o empresário chegou a ter um mal súbito e foi socorrido por um médico amigo da família.
O advogado de defesa da família Name, Renê Siufi, chegou a declarar que a prisão dos clientes era uma ‘piada do Gaeco’. Ele entrou com habeas corpus para os clientes na noite de sexta-feira (27), mas teve o pedido negado.
A operação teve o nome de Omertà em referência à máfia siciliana e napolitana, que quer dizer o código do silêncio e família. A operação cumpriu mandados de prisão preventiva, de prisão temporária e mandados de busca e apreensão, em Campo Grande.








