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Polícia

15/07/2015 16:08

Confusão com delegado faz advogada passar noite na cadeia

Desacato

A advogada Aline Brandão, de 23 anos, foi presa por desacato na noite desta terça-feira (14), após confusão com o delegado plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), Camilo Kettenhuber Cavalheiro. De acordo com o registro policial, a advogada teria se referido ao policial como "delegadozinho". Já Aline classifica o caso com rixa pessoal, por ter representado contra Camilo.

Conforme o registro policial, a advogada chegou até a unidade e queria entregar alguns pertences ao seu cliente que estava detido no local por roubo majorado pelo concurso de pessoas.  Um policial, chefe de equipe do plantão, disse a mulher que somente iria receber o material de higiene pessoal, não permitindo a entrada de cobertores.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, depois da informação passada pelo policial, a advogada teria levantado o tom de voz  e passou a questionar as regras de segurança da delegacia, solicitando conversar com o delegado plantonista do local.

O delegado que estava ouvindo uma testemunha, interrompeu as declarações e foi atender a advogada. A mulher teria chegado na sala de Camilo já questionando as normas de seguranças seguidas pelo plantão da delegacia. O delegado explicou para a advogada que as regras deveriam ser cumpridas. Neste momento, a mulher levantou o tom de voz  e disse ao delegado: "Eu já representei contra você na Corregedoria uma vez e represento duas, três, quatro ou quantas vezes precisar", tentando intimidar a autoridade.

Na versão da advogada, quem levantou o tom de voz foi o delegado. "Insisti em levar o cobertor, porque está muito frio a noite", afirmou. Aline já representou contra ele por tortura na DGPC (Departamento Geral da Polícia Civil). "Acredito que ele tenha levado pelo lado pessoal por conta disto", explica. Camilo teria gritado com a advogado pedindo que ela saísse da sala. Além disto, ela afirma ser filha de delegado, não tendo motivo para chamá-lo de "delegadozinho".

De acordo com Camilo, ao pedir para a advogada se retirar da sala dele, ela teria dito: "Você está pensando que é Deus, seu delegadozinho?" deixando o local.

O delegado interrompeu a saída da advogada e disse que ela estava presa por desacato e falou para ela ir até a sala dos escrivães, onde seria ouvida. A mulher então teria apontado o dedo para o delegado dizendo: "Não irei respeitar tal convite'' querendo ir embora do local. Os policiais não deixaram a advogada sair da delegacia e precisaram usar força para deter a mulher que segundo o boletim de ocorrência ficava se debatendo, falando que ninguém poderia prende-la.

Aline afirma que já estava na porta de saída da delegacia conversando com a cliente, quando recebeu a voz de prisão. Neste momento, o policial a teria puxado pelo braço e levantado seu vestindo, expondo suas partes íntimas.

A advogada chegou a acionar um membro da comissão da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil), já que o delegado queria colocá-la em uma cela, o que não é permitido para quem tem curso superior. Tal representante, também teria sido ameaçado pelo delegado. Mesmo sob ilegalidade Aline passou a noite na cela e só foi libera às 11h30 desta quarta-feira (15), após entrar com pedido de liberdade provisória.

O caso foi registrado como receptação na Depac do Bairro Piratininga e a advogada foi encaminhada para a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, mas de acordo com o delegado Alexandre Amaral Evangelista, ela já foi liberada.

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