Em nota encaminhada ao TopMídiaNews, o Conselho Tutelar Norte explica que o caso de estupro que gerou revolta dos moradores na Vila Nasser, em Campo Grande, durante a noite de terça-feira (16), foi denunciado oficialmente apenas na quarta-feira (17).
Conforme o texto, emitido após o registro policial apontar que a revolta popular aconteceu por contada 'falta de respostas' do Conselho da região, as equipes tomaram conhecido dos fatos apenas no dia seguinte, através da imprensa.
“No dia 15 de setembro recebemos um boletim de ocorrência da Cepol, contudo, trava-se apenas da capa (primeira página do registro), sem acesso ao teor completo dos fatos. Imediatamente, solicitamos a delegacia o encaminhamento integral do documento, que não nos foi dado resposta até o momento”, esclarece.
Ainda segundo a nota, o comunicado oficial sobre o caso foi feito apenas na quarta-feira (17), pela escola onde as crianças estudam. Uma vez que a comunidade procurou a instituição de ensino para relatar o ocorrido.
“É importante ressaltar que, até o momento, nenhum membro da comunidade ou nenhum membro da família compareceu diretamente a este Conselho Tutelar Norte e nem houve registro de ligação em plantão para formalizar uma denúncia sobre o ocorrido”, pontuou.
Agora, os fatos serão acompanhados pelo Conselho Tutelar dentro de suas atribuições legais. Ou seja, acionando a rede de proteção para garantir o devido acompanhamento psicossial e amparo necessário as vítimas e familiares.
Além disso, a instituição lembrou que o caso está sendo investigado pela autoridade policial, já que é de competência exclusiva da segurança pública a apuração de crimes.
O caso
Moradores atearam fogo em uma residência na Rua Três Marias, na região da Vila Nasser, em Campo Grande. O imóvel pertence a um homem suspeito de abusar sexualmente de pelo menos cinco crianças na região.
Segundo uma testemunha, o abuso foi descoberto após funcionários da escola estranharem o comportamento de uma das vítimas. A mãe foi chamada na escola, a criança começou a chorar e contou sobre o abuso. Após o relato da criança, outras vítimas também relataram ter sido abusadas pelo suspeito.
A testemunha relata que, em um dos casos, o suspeito acariciava os seios das meninas, fazia-as dançar para ele e até beijava na boca delas.
“Isso me revolta muito. Saber disso, da minha filha, estou com o coração despedaçado”, disse a mãe de uma das vítimas ao descobrir os abusos.
Os pais das vítimas já foram à delegacia e registraram boletim de ocorrência. O suspeito não estava na residência no momento em que a casa foi incendiada.







