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Polícia

há 1 mês

Criança foi induzida a confirmar estupro após sumir em Caarapó; suspeito acabou sendo solto

A Polícia Civil reavaliou o caso e as provas do crime, acreditando que nada teria acontecido com a menor

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul reavaliou o caso registrado inicialmente como estupro de vulnerável em Caarapó e passou a trabalhar com a hipótese de que não houve crime.

Segundo as investigações, a menina de 7 anos, diagnosticada com autismo, pode ter sido induzida por familiares a relatar um abuso que não encontra sustentação nas provas reunidas até o momento.

O delegado titular da Delegacia de Polícia Civil do município, Ciro Carlos Jales Carvalho, detalhou ao site Caarapó News que novas oitivas mudaram o entendimento inicial do caso. Testemunhas ouvidas posteriormente apresentaram versões diferentes das primeiras informações registradas.

“Desde ontem estamos ouvindo outras pessoas que estavam próximas ao local e ao que tudo indica, a criança foi levada a erro e induzida a relatar um suposto abuso ao ser questionada de forma insistente por familiares”, afirmou o delegado.

Com a reanálise dos fatos, o homem de 26 anos que havia sido apontado como suspeito foi liberado. Segundo a Polícia Civil, a prisão não se sustentou diante das inconsistências identificadas durante a apuração. Entre os pontos considerados estão a existência de álibi, a incompatibilidade com descrições iniciais e o fato de o suspeito ter sido localizado em outra região da cidade.

Um laudo pericial oficial também descartou a ocorrência de abuso ou de ato libidinoso. Apesar das conclusões preliminares, o delegado afirmou que o caso segue sendo tratado com cautela. “Não posso fazer uma declaração definitiva neste momento, pois seria prematuro, mas tudo converge para a inexistência de crime”, disse.

O delegado também fez um alerta sobre a divulgação precipitada de informações. Segundo ele, a divulgação do desaparecimento da criança foi importante para localizá-la, mas a confirmação de crime e autoria cabe à Polícia Civil e ao Judiciário.

O caso

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe relatou que a criança brincava perto de casa quando não foi mais encontrada. Pouco depois, a menina foi localizada por um vizinho em uma área de matagal.

Inicialmente, a criança disse à família e à polícia que teria sido abordada por um desconhecido. Com base nesse relato, a Polícia Militar localizou um homem com características semelhantes às descritas, que chegou a ser reconhecido pela criança por meio de fotografia e foi levado para averiguação.

Com o avanço das investigações, novos depoimentos, análises técnicas e laudos periciais levaram a Polícia Civil a revisar a versão inicial do caso e, até o momento, afastar a hipótese de crime.

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