O resultado da autópsia de Luz Maida, 3 anos, aponta que a criança foi vítima de estupro. A menina foi morta por um traficante em Pedro Juan Caballero, depois de ser trocada pela mãe em uma boca de fumo, por 30 doses de crack.
O exame foi realizado ontem (23), em Assunção, capital do Paraguai. As investigações em torno do abuso continuam, a polícia quer saber se o abuso aconteceu antes ou depois da morte da menina.
Amostras de tecido foram enviadas para análise, que consiste num estudo toxicológico e patológico.
Câmera de segurança flagrou o momento em que um homem leva a menina de 3 anos da casa onde ela morava, na cidade paraguaia de Pedro Juan.
A criança foi encontrada morta, na tarde deste sábado (22), em uma residência abandonada na região do Bairro Romero Cuê.
Na imagem, o suspeito aparece carregando a menina no colo. Em determinado momento, a menina se movimenta e acaba sendo agredida com um tapa na cabeça. Esse foi o último registro da criança com vida.
Populares encontraram a menina morta, enrolada em uma camisa e em cima da cama de uma casa abandonada.
Na primeira denúncia feita pela mãe da menina, Aurélia Salinas, de 42 anos, ela relatou aos policiais, que a filha havia desaparecido durante a madrugada. A menina havia pedido comida e ela foi à casa do namorado buscar. Quando voltou, a pequena não estava mais lá.
O sumiço se deu por volta das 3h. A mãe relatou que dormia com os dois filhos, momento que a desaparecida acordou e reclamou de fome. Ela observou que ficou apenas cinco minutos fora da residência.
Em outra versão do depoimento, a mulher disse que havia vendido a menina e que a pequena poderia estar em Ponta Porã. Já o padrasto de menina confessou o assassinato na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.
Revoltados com a morte de Luz Maida, moradores incendiaram a boca de fumo e fizeram denúncia e pedido de Justiça ao deputado Juancho Acosta.
O promotor de justiça José Luis Torres, nomeado para trabalhar no caso, indiciou a mãe da menina e um adolescente de 17 anos, que estariam diretamente ligados ao crime.
Autoridades policiais de Ponta Porã que também acompanham o caso, alegam que a família possui um "histórico de tragédias" e que durante a prisão da mãe, a mesma estava sob efeito de drogas e manteve uma postura fria enquanto eram realizadas buscas pela menina.







