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Polícia

CRUEL: pai que matou filho deixou criança se retorcendo em bacia de água

'Eu vi ele se mexendo e não ajudei, deixei ele lá se afogando', disse o acusado

11 março 2020 - 09h30Por Dany Nascimento

Evaldo Christyan Dias Zenteno, 22 anos, nega que tenha segurado o filho Miguel Henrique dos Reis Zenteno, de 2 anos, até a morte em uma bacia cheia de água no dia 19 de setembro de 2019, em uma residência no bairro Parati, em Campo Grande.

Ele foi ouvido na 2ª Vara do Tribunal do Júri e contou como decidiu acabar com a vida da criança. De início, Zenteno disse que decidiu encher a bacia para dar banho em Miguel, que dormia na Casa.

“Eu ia dar banho nele na bacia como ele gostava, peguei ele dormindo, falei acorda Miguel, coloquei ele na bacia e deixei lá. Eu não tirei a roupa dele, coloquei ele dormindo dentro da bacia. Eu vi que ele começou a se contorcer e não fiz nada. Ele ficou com as pernas para fora. Deixei ele lá, começou a se debater e eu não ajudei ele. Eu fui para a sala mexer no celular”, disse Evaldo.

Depois de alguns minutos, ele afirma que mudou de ideia e tentou salvar o filho, que já estava morto. “Peguei ele da bacia pra tentar salvar, fiquei em choque. Na hora eu não estava raciocinando. Eu queria chamar atenção da mãe, queria ficar nós 3, juntos”, completou, reforçando o comportamento obsessivo apontado pela mãe de Miguel.  

Com medo de ser preso, Evaldo disse que inventou que existia uma terceira pessoa envolvida no assassinato de Miguel. “Eu sempre fui medroso, falei isso porque eu fiquei com medo, mas depois eu falei a verdade do que eu fiz. Ele não tinha culpa de nada, era um inocente”.