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Polícia

29/01/2018 19:00

De vítima, Carol fica culpada da própria morte; de João, processo não diz nem se bebeu

João Pedro estava a 115 km/h quando atingiu carro da vítima

Perícia particular contratada pela defesa do estudante de medicina João Pedro da Silva Miranda Jorge, 23 anos, diz que a culpa do acidente foi da própria vítima, Carolina Albuquerque Machado, 24 anos. Os advogados querem saber se a advogada bebeu, mas descartam essa possibilidade para o cliente.

O laudo da perícia de engenharia de tráfego concluiu que a advogada furou o sinal vermelho no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Paulo Coelho Machado, na noite de 2 de novembro de 2017, em frente ao shopping Campo Grande.

Conforme o documento anexado ao processo no dia 26 de janeiro, as análises queriam identificar a dinâmica e a causa determinante do acidente. Na visão da perícia, Carolina foi culpada pela colisão, já que passou o semáforo quando não devia e foi atingida pela caminhonete Frontier de João Pedro.

''A causa determinante do acidente foi motivada pela condutora do veículo VW/FOX que, ao avançar o sinal vermelho, de forma proibida interceptou a trajetória retilínea e prioritária da caminhonete Nissan/Frontier, para qual o sinal semafórico estava no verde'', diz a conclusão da perícia.

Foto da perícia particular anexada ao processo

João Pedro fugiu do local do acidente. (Foto: André de Abreu)

Na versão da defesa, o fato do estudante estar em alta velocidade 'apenas intensificou a violência da batida'. Conforme perícia do Instituto de Criminalística, João Pedro trafegava a 115 km/m. A perícia contratada pela defesa diz que a caminhonete trafegava acima de 104 km/h e abaixo de 130 Km/h.

O material utilizado pela perícia foram as imagens das câmeras de hotel que fica na Afonso Pena. Os peritos também refizeram a cena do acidente, bem como análises minuciosas da sinalização semafórica da região.

Foto da perícia particular anexada ao processo

Carro de Carolina foi atingido por caminhonete a 115 km/h. (Foto: TopMidiaNews)

Embriaguez

A defesa do estudante de medicina João Pedro da Silva Miranda Jorge,23 anos, quer saber se a advogada Carolina Albuquerque Machado, 24 anos, morta em acidente de trânsito bebeu no dia da tragédia. No entanto, ignora a possibilidade do próprio cliente de ter se embriagado e não faz menção sobre isso.

Para isso, os advogados do estudante pediram à Justiça perícia para saber onde a advogada estava nas últimas 12 horas antes de ser assassinada no trânsito. No caso em questão, querem saber se ela falava ou utilizava um celular, inclusive a localização por satélite da vítima, para saber se ela estava em algum bar, principalmente no Café Mostarda.

A defesa do estudante quer saber se o Instituto Médico Legal preservou o sangue da vítima para que a perícia paga por eles faça o exame de alcoolemia.

Conta no processo que João Pedro fugiu do local do acidente e ficou desaparecido por dois dias. No entanto, não há menção da possibilidade do próprio cliente ter ingerido bebida alcoólica.  

Processo

No último dia 22 de janeiro, o Ministério Público Estadual emitiu parecer contrário a acusação de homicídio doloso contra o estudante. Conforme a promotoria, seria preciso mais indícios para dizer que Miranda Jorge  teve intenção de matar ou pelo menos assumiu risco de causar o acidente. O caso, que a princípio seguiria para o Tribunal do Júri, vai ser encaminhado para outra vara criminal. 

Acidente

Na noite do dia 2 de novembro, o Fox da advogada Carolina Machado Albuquerque, 24 anos, foi atingido pela caminhonete Nissan Frontier, dirigida por João Pedro Silva Miranda Jorge. Após a colisão, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com Paulo Coelho Machado, o carro da vítima capotou várias vezes até parar a cerca de 100 metros depois. A caminhonete também capotou e ficou escorada em um poste da avenida.

Carolina Albuquerque foi socorrida, mas morreu no hospital. O filho dela, de apenas 3 anos, teve ferimentos, mas sobreviveu. João Pedro fugiu do local do acidente e só apareceu dois dias depois. Ele alega não ter ingerido bebida alcoólica.

Reincidente

João Pedro é suspeito de causar um acidente, em janeiro de 2017,  na rotatória da avenida Euler de Azevedo com Tamandaré e fugir do local da colisão. O pai dele teria assumido a culpa em nome do filho. O caso é investigado pela 7ª Delegacia de Polícia em Campo Grande.

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