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Polícia

27/10/2025 09:02

Defesa nega que megatraficante ordenou sequestro da filha em Campo Grande (vídeo)

O advogado Amilton Ferreira de Almeida acredita que ela possa ter inventado o sequestro para não pagar uma dívida de R$ 50 mil que possuí com o pai

O advogado Amilton Ferreira de Almeida, que está atuando na defesa do narcotraficante Gerson Palermo, nega que ele tenha mandado sequestrar a filha, de 25 anos, durante o final de semana, em Campo Grande.

Ele conversou com o TopMídiaNews durante a manhã desta segunda-feira (27), na sede do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros). Segundo o detalhado para reportagem, a vítima pode ter inventado o sequestrado para incriminar o pai e ficar com seu dinheiro.

Isso porque durante a semana, ela teria sido cobrada pelo genitor por conta de uma dívida de R$ 50 mil, referente a negócios em uma propriedade rural. Porém, a cobrança não teria passado de uma conversa entre familiares.

Além disso, a pessoa presa pelas equipes do Garras teria sido contratada por Palermo para ir até o imóvel da jovem. No entanto, deveria pegar apenas um notebook e o celular dela no local, não tendo qualquer envolvimento com o sequestro dela.

Amilton afirmou ainda que apesar disso, Gerson acredita que a filha tenha mesmo sido sequestrada, porém, desconhece o motivo do crime. A jovem teria problemas psiquiátricos graves e essa é uma das teses para defesa do narcotraficante na ação.

A defesa espera que após tudo ser esclarecido, a jovem faça uma retratação a respeito do que foi dito no boletim de ocorrência.

Sequestro

A jovem teria sido mantida em cativeiro e brutalmente agredida durante um sequestro em Campo Grande, sendo libertada do cárcere por equipes do Garras no bairro Moreninhas, visivelmente abalada e com sinais de violência física e psicológica.

Em depoimento, ela relatou que foi mantida sob constante ameaça e sofreu agressões brutais, incluindo chutes, coronhadas e intimidações de morte. Os sequestradores chegaram a ameaçar mutilá-la, caso o resgate não fosse entregue.

Com base nas informações repassadas pela vítima, os investigadores localizaram e prenderam um suspeito, que estava com o celular usado para fazer as exigências e ameaças. O local que servia como cativeiro foi isolado e periciado pela equipe.

O preso foi autuado pelos crimes de extorsão mediante sequestro, posse de arma de fogo de uso restrito e ameaça, e permanece à disposição do Poder Judiciário.

 
 

 

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