A faxineira, Cláudia Gabriel dos Santos, de 37 anos, foi morta a facadas no final da tarde desta sexta-feira (12), por volta das 17h30, na rua Filomena Segundo Nascimento, no bairro Jardim Monumento, em Campo Grande. A princípio, testemunhas contaram que o crime teria sido cometido por um das filhas da mulher, que não se encontrava no local. No entanto, surgiu uma nova versão do caso, em que Cláudia teria se desentendido com uma mulher, no bar localizado na região.
No dia do crime, o ex-marido da vítima, o pedreiro José Andrade de 34 anos, afirmou que ambos estavam separados há praticamente dois meses, mas tinham uma relação amigável e moravam próximos. José acredita que a vítima teria saído de sua residência para ir até a casa dele, localizada na rua Rubens Garcia Dias.
Assim como o ex-marido, a maioria dos presentes na cena do crime suspeitaram que a autora do assassinato seria a própria filha da mulher, uma adolescente. "Ela tem duas filhas, uma de 15 anos e outra de 13. Ela e a mais velha brigavam muito e várias vezes eu mesmo a vi ameaçando a mãe. Ta todo mundo falando que foi ela quem matou", relata.

Ex-marido da vítima, o pedreiro José Andrade de 34 anos, ficou muito abalado com o crime e pensou que a filha de Cláudia tinha cumprido as ameaças
Mas, de acordo com o registro policial, a proprietária do Bar da Loira, Leonir Aparecida de Almeida, a vítima teria discutido com uma mulher de aproximadamente 20 anos de idade, magra, com 1,60 metros de altura, cabelos lisos e preto na altura do ombro. Em seguida, a tal autora teria desferido vários golpes de faca contra Claudia, causando quatro ferimentos nas costas, dois próximos ao estômago, um no joelho esquerdo, outro no direito e um golpe no braço esquerdo perto do cotovelo. Outras testemunhas do mesmo bar, contaram que a autora do crime estava em companhia de um homem e mais uma mulher, fugindo em uma saveiro branca de placas HTD-2035.

O crime ficou registrado como homicídio doloso, quando tem intenção de matar, na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Piratininga. O delegado Tiago Macedo, da 4º Delegacia de Polícia de Campo Grande, disse que está investigando o caso. "Ainda é prematuro apontar suspeitos, primeiro fazemos o levantamento das informações e depois vamos investigar", enfatizou.







