Antonio Joaquim Mendes Gonçalves da Mota, conhecido como 'Motinha' e Tiago Vinícius Vieira, o 'Dourado', entram para a lista de criminosos procurados em Mato Grosso do Sul. Além deles, o narcotraficante Gerson Palermo e Ronaldo Gonçalves Martines, o 'R7' também fazem parte da lista.
Herdeiro do crime, Antonio ficou conhecido por fugir de helicóptero em 2023, às vésperas de uma operação da Polícia Federal. Em 2021 ele comandou um grupo com pelo menos 120 criminosos na fronteira de Mato Grosso do Sul, além da ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele foi sentenciado há 11 anos, três meses e cinco dias, em regime fechado.
Tiago Vinícius Vieira está foragido desde o dia 30, após não a 'saidinha' de fim de ano, no Rio de Janeiro. Ele é conhecido por comandar grandes assaltos e atuar no tráfico de drogas e armas de MS. Essa é a segunda vez que Dourado foge: em 2018 ele fugiu do presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.
Gerson Palermo é um conhecido narcotraficante do Estado, conhecido como 'Pigmeu', e acumula mais de 125 anos de prisão em diversas condenações jurídicas. Mais recentemente ele foi apontado como mandante do sequestro da própria filha, em Campo Grande.
Continuam na lista:
Osmar Pereira da Silva (Branco)
Investigado em várias situações de crime, Osmar foi condenado a uma pena que totaliza 74 anos de prisão, com previsão de cumprimento final só em 2041. Responde por roubo qualificado, furto qualificado, receptação e participação em organização criminosa. O grupo é especializado em grandes roubos, incluindo assaltos a residências, cargas e instituições financeiras, além da encomenda de fuzis para executar as empreitadas criminosas.
Cleber Laureano Rodrigues Medeiros (Tubarão ou Dr. PCC)
Tubarão é acusado de homicídios brutais e ligação com o PCC. Responde pelo assassinato de Thiago Brumatti Palermo e Marcelo dos Santos Vieira, em julho de 2023. As vítimas foram mortas por ordem do PCC após adulterarem uma carga de cocaína. Thiago foi estrangulado e Marcelo, carbonizado dentro de um veículo. Cleber será julgado pelo Tribunal do Júri e está foragido.
Ricardo de Souza (também conhecido como Luis Carlos dos Santos)
O indivíduo, que usava nome falso, foi condenado em 2017 à pena de 4 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão em regime fechado, além de 980 dias-multa, em processo derivado da investigação Ictus, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS), ofensiva responsável pela condenação de uma dezena de réus integrantes de grupo ilegal comandado de dentro de presídio. Ricardo responde por crimes que revelam sua participação em esquemas estruturados para ocultar valores ilícitos, como organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Phillypi Junior Nunes Matos
Foi condenado a 10 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado. Sua condenação ocorreu por tráfico de drogas e posse de armas de uso restrito. Foi preso após transportar 417 kg de pasta base de cocaína e três fuzis em uma aeronave, em Itaquiraí, em maio de 2022. A sentença favorável à acusação do MPMS determinou o perdimento da aeronave e a manutenção da prisão preventiva do condenado, que está desaparecido.
Ronaldo Gonçalves Martinez (conhecido como R7)
Nascido em Ponta Porã, na região fronteiriça com o Paraguai, tem condenação pelo Tribunal do Júri à pena de 15 anos de reclusão. Nessa ação penal, foi enquadrado em homicídio qualificado por motivo torpe (vingança, pois a vítima agrediu sua irmã) e corrupção de menores, pois havia um adolescente envolvido na morte de Alexandre Torraca.
Dono da alcunha R7, acumula histórico criminal grave, pois não é primário e já cumpre pena por outros dois homicídios, porte de arma, e responde a processo por tráfico. Além disso, Ronaldo também é alvo de mandado de prisão expedido no âmbito da Operação Blindspot, do Gaeco, que investiga o vazamento de dados sigilosos por um policial penal ao PCC, em um esquema estruturado de tráfico de drogas comandando de dentro do cárcere.







