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Sem arrependimento, assassino de médica dispara: 'ela plantou e ela colheu'

O motivo seria porque a ex-mulher ganhava bem e por ela já ter outro relacionamento

15 DEZ 2016
Anna Gomes
10h49min
Foto: Rádio Amambay

Durante uma entrevista a rádio paraguaia Oasis, Rafael dos Santos, 35 anos, que executou a ex-esposa, a médica Nislaine Colman Benites, de 31 anos, não demonstra arrependimento e diz que a vítima 'plantou o que colheu'.

Ainda conforme a entrevista, ele diz que pensou em suicídio após o crime, mas não teve coragem de se matar. Rafael é tão obcecado pela médica que mesmo sendo ex-marido, ainda se refere a Nislaine como 'minha mulher' e ressalta que ele não aceitou ver a vítima se relacionando com outro homem. 

"Ela estava se envolvendo com um enfermeiro. Agora, ele vai ficar com a minha mulher, na minha cama e brincar com a minha filha?", disse. 

Rafael destaca que não havia premeditado o crime, relatando que ficou sabendo que a ex-mulher tinha se relacionado com outro homem na noite de terça-feira (12), e cometeu o crime na manhã seguinte.

O assassino ainda destaca que, depois que a mulher passou a ganhar bem, teria começado a humilhá-lo e por isso acreditava que ela era obrigada a ficar com ele. 

"Eu vim de São Paulo há sete anos para cuidar dela, fizemos uma filha de propósito. Há um ano e meio ela começou a trabalhar em medicina, ganhar R$ 30 mil por mês, aí eu não era um bom homem, me humilhava porque não ganhava como ela ganhava. Me jogou na rua com malas e 300 reais no bolso", disse o criminoso tentando se defender.

Crime 

A médica foi morta a tiros pelo ex-marido, na manhã de ontem (14), enquanto trabalhava em um posto de saúde, na cidade de Ponta Porã, município distante aproximadamente 250 quilômetros de Campo Grande.

A vítima havia acabado de chegar no posto e estava na cozinha tomando café quando avistou o ex-marido chegar armado. A médica correu e trancou a porta, mas o suspeito desferiu um tiro na porta, entrou e executou a mulher com três tiros, provavelmente de pistola 380.

Rafael que trabalhava como corretor imobiliário fugiu após o crime, mas foi preso no final da tarde do mesmo dia. Ele foi capturado na região da colônia Aquidaban Cañada situada a 60 quilômetros da fronteira no Paraguai.

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