A equipe da Conveniência 100%, no Jardim Aeroporto, em Campo Grande, suspendeu temporariamente os eventos de pagode após a morte do proprietário, Haroldo dos Santos Gil, de 44 anos. O empresário foi morto a tiros na noite de sábado (21), vítima de uma emboscada quando retornava para casa, logo após o fim da comemoração de um ano do estabelecimento.
"A conveniência está de luto. Em respeito a esse momento delicado, informamos que o pagode está temporariamente suspenso, sem data prevista para retorno, mas o nosso atendimento está de volta. Agradecemos a compreensão de todos", informou a equipe da conveniência por meio de nota divulgada nas redes sociais.
Haroldo morava a poucos metros da conveniência que administrava. De acordo com informações da Força Tática, ele foi surpreendido por dois homens armados, que o aguardavam em um veículo VW Fox preto.
Assim que se aproximaram, o passageiro desceu primeiro e efetuou diversos disparos. Em seguida, o motorista também desceu e atirou contra a vítima.
Ferido com três tiros no tórax e um na perna, Haroldo foi socorrido por conhecidos e levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida. Diante da gravidade dos ferimentos, foi transferido para a Santa Casa, onde morreu por volta de 1h15 da madrugada deste domingo (22).
A perícia esteve no local do crime, onde foram recolhidas 11 cápsulas deflagradas de pistola calibre 9mm, uma munição percutida e não deflagrada e dois projéteis, um deles retirado do corpo da vítima pela equipe médica.
Pouco tempo após o assassinato, um carro com as mesmas características do utilizado na emboscada foi encontrado completamente incendiado na Rua Jatobeiro, no bairro Caiobá. O veículo foi encaminhado ao pátio da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) - Cepol, e o caso é investigado como homicídio qualificado, praticado mediante emboscada, o que dificultou a defesa da vítima.
Moradores relataram que Haroldo havia encerrado a comemoração de um ano da conveniência pouco antes do crime. Segundo um vizinho, o ambiente estava tranquilo e bem organizado.
"Não teve briga, estava tudo normal. A gente escutou os tiros, correram para ver, mandaram parar a música, fecharam o espaço... Depois veio a notícia da morte", contou.
Essa não foi a primeira vez que Haroldo sofreu um atentado. Em 2014, ele já havia sido baleado no peito, barriga e ombro no bairro Jardim Carioca. Na ocasião, a polícia descobriu que havia um mandado de prisão em aberto contra ele, e que ele estava foragido.
Até o momento, ninguém foi preso pelo crime. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar e localizar os autores do assassinato.







