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Polícia

Em Paranhos, população teme novos ataques após chacina

21 outubro 2015 - 13h00Por Mariana Anunciação

O clima de tensão está instalado na fronteira de Mato Grosso do Sul em razão da chacina que culminou na morte de 5 pessoas em uma padaria no centro de Paranhos, município distante a cerca de 456 quilômetros da Capital. Apesar da Polícia Civil confirmar que a população está apreensiva com a possibilidade de novos ataques, as investigações seguem sigilosas. Não há comprovação do envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou narcotraficantes.

Recentemente, o jornal paraguaio ABC Color divulgou que a matança seria resultado da guerra desencadeada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para assumir o comando do tráfico de drogas na fronteira do estado com o Paraguai. A hipótese surgiu por conta de um dos mortos, Arnaldo Andrés Alderete Peralta, de 32 anos, ser conhecido como narcotraficante de Ypejhú, cidade vizinha de Paranhos.

Um dos investigadores que preferiu preservar a identificação, disse que se trata de” briga de facções criminosas”, todavia, não há nada oficial para tais rumores. “As pessoas estão chocadas pelo porte do evento, mas não há indícios de novos atentados, nenhuma alteração da rotina. Por hora, não posso divulgar nada sobre as investigações. Lógico que temos algumas hipóteses, mas não há nada de concreto, o que há são suposições da própria imprensa, mas sem confirmação”, destacou o delegado de Paranhos, Fabrício Dias dos Santos.

O delegado responsável pelo caso informou ainda, que até um dos baleados sobreviventes teria dito que não sabe o motivo do atentado. Tanto é que, no momento, a polícia segue ouvindo familiares, amigos e envolvidos para investigar a fundo, com a intenção de encontrar a real motivação desse crime considerado bárbaro.

Chacina

Testemunhas relataram que homens chegaram ao local em dois veículos, um aparentava ser Hilux preta. Eles estavam armados com fuzis  e demais revólveres, atirando ao menos 100 vezes contra as vítimas. Apesar de perseguição policial, os criminosos teriam fugido para o país vizinho, Paraguai.

A Polícia Civil confirmou o óbito de Bruno Vieira de Oliveira, de 26 anos; Rodrigo da Silva de, 28 anos; e Mohamed Youssef Neto, de 31 anos que morreram durante o atentado. Já Arnaldo Andres Alderete Peralta, de 32 anos e Denis Gustavo Gonçalves, de 23 anos, chegaram a ser socorridos pelas equipes de resgate, mas faleceram no hospital. Além disso, Ermison Lopes Pereira de 29 anos e Anderson Cristiano Betoni, de 27 anos, foram internados.