A Casa da Mulher Brasileira registrou dez ocorrências em seu primeiro dia de funcionamento. O órgão é o primeiro do tipo do Brasil e foi inaugurado nesta terça-feira (3), com a presença da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira, e da presidente Dilma Roussef.
De acordo com a delegada Marília de Brito Martins, a abertura do órgão possibilitou mais celeridade no atendimento as mulheres vítimas de violência e foi responsável por quase metade das ocorrências registradas hoje, na Capital. A Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher), localizada na rua 7 de Setembro, registrou outros 11 casos.
Apenas no período da tarde, cinco prisões foram efetuadas. Casos de injúria foram registrados no Parque Novos Estados e no Centro. No jardim Anache houve um caso de vias de fato. Além disto, foram cumpridos dois mandados de prisão, que estavam em aberto.

Dois madados de prisão foram efetuados (Foto: Divulgação)
Marília de Brito destacou a importância do órgão em realizar um atendimento mais especializado e funcionar como anexo da delegacia já existente na Capital. "A implementação do plantão 24 horas com apenas um mês de governo representa o compromisso do estado no combate a violência contra à mulher", afirmou.

Delegada Marília de Brito encerrou o plantão com cinco ocorrências. (Foto: Carlos Guessy)
A Casa da Mulher Brasileira tem capacidade para abrigar até 108 pessoas trabalhando simultaneamente, com capacidade de mais de quatro mil atendimentos ao mês. Somente em infraestrutura foram investidos na obra R$ 9.300.000,00, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Seis delegadas devem atuar no local em regime de plantão, fato que serve de referência para outros municípios. A Casa da Mulher Brasileira está localizada no Jardim Imá, região oeste de Campo Grande. O espaço atenderá todo o estado e abrigará em um mesmo local a Delegacia da Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, vara especializada em gênero, posto médico e salas para o atendimento psicossocial e de qualificação profissional.
O órgão funcionará em parceria e vínculo com as prefeituras, e participação do governo estadual, previsto no programa ‘Mulher, Viver sem Violência’, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).







