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Camara Maio

Em silêncio, presidente da Seleta chega para prestar depoimento no Gaeco

A Seleta é investigada na Operação Urutau deflagrada nesta semana pelo Gaeco

15 DEZ 2016
Anna Gomes
10h02min
Advogados do presidente da Seleta Foto: Geovanni Gomes

O atual presidente da Seleta (Sociedade Caritativa e Humanitária), Romário Seffrin, chegou na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado) para prestar esclarecimentos sobre a antiga presidência de Gilbraz Marques da Silva, que é suspeito de acumular dois salários e função 'fantasma', segundo a investigação da Operação Urutau, deflagrada na terça-feira (13).

Romário chegou para prestar depoimento ao lado de dois advogados e preferiu não conversar com a imprensa. A denúncia aponta que Gilmar recebia salários de dois cargos e aponta que ele tinha, paralelamente, um cargo de funcionário da Omep (Organização Mundial para Educação Pré-escolar).

Nesta manhã, o advogado Carlos Marques, que trabalha na defesa da vereadora Magali Picarelli (PSDB), ouvida pelo Gaeco no último dia 13, disse que as duas funcionárias identificadas como Aline e Camila também prestaram depoimento hoje.

As funcionárias, sendo uma delas ex-nora da vereadora Magali também são investigadas por 'trabalho fantasma'. Carlos explica que as mulheres que trabalhavam na SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) pediram para a parlamentar transferência para seu gabinete. A vereadora fez um ofício e a Seleta autorizou.

(Advogado Carlos Marques. Foto: Geovanni Gomes)

Ainda de acordo com a defesa de Magali, a ex-nora atendia o público no gabinete, fazia a seleção de pessoas para conversar com a vereadora, entre outras atividades e deixou o local no início do ano de 2016. "Uma das funcionárias é ex-nora da vereadora, mas isso não muda nada no processo. A vereadora enviou ofícios solicitando a cedência das funcionárias e essa é a única solicitação envolvendo a vereadora na operação Urutau".

Magali prestou depoimento na última terça-feira. Ela disse que duas funcionárias cedidas pela Seleta prestaram serviços em seu gabinete e não seriam funcionárias fantasmas, conforme aponta a denúncia.

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