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ENTREGAS

Empresa de celulose em MS é alvo da Lava Jato pela 2ª vez

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no escritório em SP

5 SET 2016
Revista Exame e Dourados Agora
20h20min
Empresa de MS é alvo da Lava-Jato pela segunda vez Foto: Foto: Dourados News

A Eldorado Brasil proprietária da fábrica de celulose, em Três Lagoas, continua alvo de investigações por parte da Polícia Federal. Na manhã desta segunda-feira (5), policiais federais realizaram novas buscas e apreensões de documentos no escritório da empresa, em São Paulo. A empresa já teria sido alvo da Lava Jato.

O presidente da JBS e sócio da holding J&F, Wesley Batista, prestou depoimento na Polícia Federal no âmbito da Operação Greenfield, que investiga desvios nos quatro maiores fundos de pensão do Brasil. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do grupo.

Segundo a assessoria de imprensa do grupo, Joesley estaria fora do país desde a semana passada.

As buscas de hoje seriam direcionadas para a empresa Eldorado Brasil, de celulose, que também é controlada pelo grupo J&F. Essa é a segunda vez em dois meses que a empresa é alvo de uma operação do tipo. Em 1º de julho, a unidade foi palco das investigações da operação Sepsis, da Lava Jato.

Operação Greenfield

Nesta segunda-feira, a Polícia Federal cumpriu 127 mandatos em nove estados para apurar desvios de ao menos 8 bilhões de reais em quatro fundos de pensão de estatais: Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal). Segundo informações do jornal O Globo, o rombo pode chegar a 50 bilhões de reais.

O foco das investigações está no aporte de fundos de pensão estatais em empresas que ainda não saíram do papel (greenfield, do inglês).

De acordo com a PF, a apuração de hoje parte de 10 casos revelados a partir do exame das causas dos déficits bilionários apresentados pelos fundos de pensão. "Entre os dez casos, oito são relacionados a investimentos realizadas de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações)", diz o texto.

As investigações apontaram quatro núcleos criminosos: um empresarial, outro ligado aos dirigentes dos fundos de pensão, um composto pelas empresas avaliadoras de ativos e, finalmente, um dos gestores e administradores dos FIPs

A ação de hoje determinou o sequestro e o bloqueio de 90 imóveis, 139 automóveis, uma aeronave, além de valores em contas bancárias, cotas e ações de empresas e títulos mobiliários, bem como o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 investigados.

Quem está na mira da PF

Além dos irmãos Batista, a Operação Greenfield mira também o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e o empresário Walter Torre Junior, fundador e CEO da Wtorre — segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Alvo de condução coercitiva pela Operação Greenfield, Léo Pinheiro foi preso preventivamente por ordem do juiz federal Sergio Moro, da Operação Lava Jato. À Exame.com, a Polícia Federal afirmou que não confirma detalhes sobre as investigações.

Nota da J&F

"A respeito da presença da Polícia Federal hoje nas sedes da J&F e da Eldorado por ocasião da operação Greenfield e que investiga os investimentos dos fundos de pensão por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações), a empresa esclarece que os investimentos feitos pela Petros e Funcef na Eldorado foram de R$ 550 milhões no ano de 2009. De acordo com ultimo laudo independente (Deloitte) emitido em dezembro de 2015, a participação dos fundos atualizada é de R$ 3 bilhões, ou seja 6 vezes o valor investido inicialmente. A J&F e seus executivos esclarecem que colaboram com as investigações e estão à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários."

Nota da WTorre

"O Grupo WTorre vem novamente à público esclarecer que não tem negócios na esfera do Poder Público. A companhia não teve e não tem nenhuma relação direta com nenhum dos fundos de pensão citados na Operação Greenfield. A companhia e seus executivos estão, sempre que solicitados, à disposição da Justiça e demais autoridades."

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