O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, que matou a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, escreveu uma carta nessa segunda-feira (25). No texto, ele fala sobre a recente troca de advogados e afirma novamente que o crime “foi um acidente”.
Atualmente preso na Penitenciária de Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), Renê diz que houve um “mal-entendido” após a contratação de um novo defensor, dias depois de anunciar mudanças em sua defesa. Esta já é a terceira troca de advogado feita pelo empresário.
Medicação para bipolaridade
Em 18 de agosto, Renê confessou à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) que matou Laudemir Fernandes. Ele alegou que não havia tomado a medicação para bipolaridade no dia do crime, que andava armado por medo e acrescentou que só não prestou socorro porque acreditava não ter acertado ninguém com o disparo.
Segundo o empresário, ele achava que responderia, no máximo, por porte ilegal de arma, já que a pistola pertencia à esposa — a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira — e teria sido levada sem o conhecimento dela.
Durante o trajeto ao trabalho, o empresário disse ter se perdido, entrando em um beco sem saída. Populares o orientaram a retornar, e foi nesse momento que ele retirou a arma da mochila e a posicionou debaixo da perna, chegando a manipulá-la.
“Achei que não tinha atingido ninguém”
Renê afirmou à polícia que não percebeu que havia acertado o disparo. Após tentar recuperar uma munição que caiu na rua e não conseguir, ele entrou novamente no carro e seguiu viagem até o trabalho. Disse que, se soubesse que alguém havia sido ferido, teria parado para prestar socorro.
O empresário também declarou que estava muito ansioso com o novo emprego e que, por conta disso, esqueceu-se de tomar sua medicação para bipolaridade naquele dia.
Apesar de não lembrar o nome do remédio, explicou que ele serve para estabilização do humor, ou, como descreveu, para “equilibrar a cabeça”.







