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Polícia

Energisa bota culpa da morte de trabalhador na chuva de Campo Grande

Edilson faleceu simplesmente por colocar o braço para fora do carro

18 novembro 2019 - 07h00Por Vinícius Squinelo

A Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento de energia em Mato Grosso do Sul, tenta se eximir da responsabilidade pela morte do distribuidor de carvão Edilson Cabral Pereira, 47 anos. Na quinta-feira (14), há quatro dias, o trabalhador faleceu próximo da casa onde residia com a família, no bairro Pioneiros, em Campo Grande.

O óbito ocorreu após Edilson sofrer uma descarga elétrica de mais de 9 mil volts na Rua Ana Luiza de Souza, enquanto descarregava o material de trabalho em um açougue.

Conforme o Corpo de Bombeiros, dois fios de alta tensão se romperam e caíram sobre o caminhão, no momento em que o trabalhador tentava abrir as portas. De acordo com a Energisa, os três fios de alta tensão tem em média 13.800 volts, como dois atingiram a vítima, a estimativa é que o choque tenha sido de 9 mil volts.

Os fios são de responsabilidade da concessionária, que colocou a culpa na chuva. "A Energisa informa que o acidente ocorrido na manhã dessa quarta-feira (14) e que vitimou uma pessoa que trabalhava em uma rua do bairro Pioneiros, em Campo Grande, foi causada por uma descarga atmosférica derivada da forte chuva na região".

Em curta nota à imprensa, no dia da morte, a Energisa apenas afirmou que não houve trabalho na rede de média tensão nos últimos dias, justamente a que se rompeu. Também afirmou que ‘orienta que em casos de rompimento de cabos eventualmente ocorridos em acidentes de trânsito e em períodos de clima adverso, é importante não sair do veículo’. 

Nenhuma outra informação foi prestada pela Energisa, hoje alvo de duas investigações políticas, uma na Câmara Municipal e outra na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.