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Polícia

18/08/2025 12:19

Enfermeira é agredida por paciente e desmaia na UPA Leblon; categoria cobra mais segurança

A profissional foi socorrida pelos colegas, sendo encaminhada para a ala vermelha da unidade antes de ser transferida para a Santa Casa

Uma enfermeira, que trabalha na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon, ficou desacordada após ser agredida por um paciente psiquiátrico durante o serviço na noite deste domingo (17), em Campo Grande. O Sinte (Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem) está cobrando mais segurança aos profissionais de saúde.

Conforme as informações apuradas pela reportagem, a trabalhadora estava no setor de enfermaria quando o paciente se levantou do leito, foi até o local e desferiu um golpe contra o rosto da mulher. Por conta disso, ela caiu no chão e ficou desacordada.

A profissional foi socorrida pelos colegas, sendo encaminhada para a ala vermelha da unidade antes de ser transferida para a Santa Casa, onde passou por uma tomografia e recebeu atendimento médico especializado.

Para o TopMídiaNews, o presidente do Sinte, Ângelo Macedo, detalhou que vem trabalhando para encontrar soluções junto ao poder público e aumentar a segurança nas unidades de saúde de Campo Grande.

“Precisamos definir a especificidade do serviço. UPA não foi pensada para que pacientes fiquem semanas internado, aguardando regulação para unidades especializadas, como um CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial), porque quando isso acontece, em casos de usuários de drogas ou psiquiátricos, não há estrutura mínima para ofertar uma assistência segura e de qualidade”, detalhou.

Segundo o presidente, essas internações expõem cada vez mais os profissionais. “Ficamos no meio de pacientes que precisam de cuidados, que podem tomar qualquer postura ou iniciativa abrupta, que pode pegar o profissional desprevenido e causar incidentes como esse. Por conta disso, o profissional precisa trabalhar em vigilância constante, para não ser agredido. O que pode acarretar problemas mentais nos trabalhadores”, afirmou.

Ângelo explicou ainda que os protocolos de segurança precisam ser revistos, já que os pacientes psiquiátricos ou em recuperação por conta do uso de drogas, precisam ser contidos de melhor maneira e não ficarem perambulando pelas unidades de saúde, saindo para fumar e, até mesmo, em alguns casos, usar drogas.

“Estamos com uma reunião pré-agendada na quinta-feira, para falar com os gestores sobre essa situação crônica que é a falta de segurança e a nossa vulnerabilidade enquanto profissionais de saúde. No entanto, o local ainda não foi marcado e estamos aguardando para fazer essa mobilização a respeito”, finalizou Macedo.

A reportagem entrou em contato com a SESAU (Secretaria Municipal de Saúde), mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

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