Antônio Carlos da Silva Lima, de 24 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (26), no Bairro Moreninhas, em Campo Grande. Ele é acusado de ser o quinto envolvido na morte do empresário Geverson Luiz Venson, 33 anos. A vítima do latrocínio (roubo seguido de morte), que ocorreu em 2013, iniciou sua carreira vendendo espetinhos há 13 anos e se tornou um renomado empreendedor.
Atualmente, a empresa conta com três filiais em Foz do Iguaçu (PR), Santa Terezinha de Itaipu e chega a comercializar até 10 mil espetinhos nos dias de pico. A história de sua morte ganhou repercussão nacional. Geverson estava na própria residência, quando por volta das 02h da manhã do dia 22 de setembro de 2013, invasores entraram no imóvel.
O atirador cortou a cerca elétrica de uma casa vizinha, e utilizando uma pistola 9 mm, efetuou um único disparo, que atingiu o tórax da vítima. Os acusados fugiram do local sem levar nada. Geverson foi socorrido, passou por cirurgia, mas não resistiu ao ferimento e morreu na manhã do mesmo dia.
Para encontrar o foragido que estava na Capital, a Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestos), com apoio da 6° Subdivisão de Polícia Civil de Foz do Iguaçu (PR), do GDE (Grupo de Diligências Especiais) realizaram diversas diligências. Com isso, foi possível cumprir o mandado de prisão expedido pela 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu (PR).

“Por volta das 09 horas, os policiais prenderam Antônio Carlos, que foi responsável intelectual do crime, repassando informações aos acusados, visto que era ex-funcionário da vítima. O preso, que estava foragido em Campo Grande desde a época do crime, foi encaminhado ao Estado do Paraná onde aguardará julgamento”, informou o delegado responsável pela Garras, Márcio Obara.
Investigação
Sob a coordenação do delegado operacional, Luis Rogério Sodré foram presos Adelir de Lima e Silva Junior, 19, Lucas de Oliveira Rodrigues, 19, Rafael de Medeiros Guillen, 20 e Claudinei Pessoa de Souza, que teria emprestado a arma utilizada na tentativa do assalto no qual culminou na morte do empresário iguaçuense.
Para o delegado chefe da 6ª S.D.P, Alexandre Macorin, não restavam dúvidas da participação de mais duas pessoas, além dos quatro presos na época do crime. "Com o decorrer das investigações descobrimos que Antônio trabalhava eventualmente como garçom na lanchonete e teria partido dele a ideia de cometer o assalto ao empresário. Com a prisão de Antônio, ainda resta um sexto elemento a ser preso", ressaltou o delegado.
Antônio foi encaminhado para a Cadeia Pública Laudemir Neves, onde ficará a disposição do Poder Judiciário.







