Com a abertura de inquérito pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para apurar as condições estruturais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, voltou ao debate público a necessidade de realocação da unidade. Técnicos e especialistas da área de segurança apontam o prédio do Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante), pertencente ao município de Campo Grande, como uma alternativa viável para abrigar a tropa com mais eficiência e menos impacto urbano.
Atualmente, o Batalhão de Choque da PMMS está instalado nos altos da Avenida Afonso Pena, ao lado de um condomínio residencial. A estrutura abriga salas de comando, alojamentos, academia, tatame, pátio, estacionamento de viaturas e um canil com mais de 10 animais.
Além dos problemas estruturais, a unidade enfrenta conflitos constantes com os moradores do entorno, especialmente do condomínio vizinho. Entre as reclamações estão o barulho contínuo dos cães, o odor vindo do canil, e ainda os efeitos dos treinamentos com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e spray de pimenta, que ocorrem dentro da área da unidade, mas geram desconforto para os residentes ao redor.
Em 2022, essas queixas se intensificaram e chegaram ao Ministério Público. Agora, com a instauração formal de um inquérito civil por parte do Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), a discussão sobre a realocação da tropa voltou à pauta.
Entre as alternativas avaliadas por especialistas da área está o antigo prédio do Cetremi, localizado em região estratégica, com acesso facilitado às principais vias da cidade e distante de áreas residenciais o que evitaria o tipo de conflito urbano enfrentado hoje.
Apesar de demandar readequações, o imóvel possui espaço suficiente para abrigar canil, áreas administrativas, centro de treinamento e demais estruturas operacionais, representando também menor custo em relação a uma nova construção.







