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Campo Grande

há 4 meses

Execução no Pedrossian foi motivada por vingança de briga que terminou com jovem internado

Luan Felipe Pereira Santana foi atraído para encontro e morto em represália a agressão que deixou irmão e amigo de dois dos autores internado

A morte de Luan Felipe Pereira Santana, de 25 anos, na noite desta terça-feira (7), no bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, foi motivada por vingança. Segundo confissão de um dos autores à polícia, o jovem foi executado após ter se envolvido em uma briga no dia anterior, que terminou com o irmão e amigo de dois dos autores ferido e internado na Santa Casa.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor identificado como Rafael de Luca Mareco Cardoso, de 21 anos, confessou ter articulado a emboscada. Ele contou à polícia que, nesta segunda-feira (6), a vítima havia se desentendido com seu amigo Augusto, durante uma briga que terminou com ferimentos graves e a hospitalização de Augusto.

Inconformado, Rafael reuniu um grupo de amigos para se vingar. Com o plano definido, ele entrou em contato com Luan por meio do aplicativo WhatsApp, marcando um encontro na esquina das ruas João Francisco Damasceno e Orlando Darós, no mesmo bairro.

O grupo se deslocou até o local em um Volkswagen Taos de cor cinza, conduzido por Marcos Vinícius Lima Recalde, de 23 anos. Dentro do veículo também estavam Matteo Dalmatí da Rosa, 20 anos, Eduardo Kim Miranda de Oliveira, 20 anos, Vinícius Cesar de Souza Moreira, 21 anos, e Geovany dos Santos, de 24 anos.

Conforme o relato dos próprios autores, o grupo esperou Luan chegar ao ponto combinado. Vinícius desceu do carro para conversar com ele, mas a discussão rapidamente evoluiu para uma briga.

Luan teria se aproximado da janela do veículo, momento em que Vinícius sacou um revólver calibre .32 e efetuou três disparos à queima-roupa, atingindo o jovem na cabeça e no tórax. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas Luan não resistiu e morreu no local.

O crime aconteceu por volta das 20h40, e os autores fugiram logo em seguida. No entanto, a Polícia Militar, por meio das equipes do Batalhão de Choque, iniciou as buscas imediatamente após o crime.

Com base em denúncias anônimas, os militares conseguiram identificar Rafael como um dos suspeitos. Ao ser localizado em casa, ele confessou a participação e entregou os nomes dos demais envolvidos.

A partir daí, as equipes do Choque deflagraram uma operação para capturar o grupo. Na casa de Marcos Recalde, na Rua Quintino Bocaiuva, os policiais encontraram o veículo Taos utilizado na execução. No imóvel também estava o próprio Marcos, que admitiu ter dirigido o carro no momento do crime.

Enquanto isso, outra equipe foi até a Rua João Azuaga, onde mora Matteo Dalmatí da Rosa. No local, foram encontrados Matteo e os outros três envolvidos, Eduardo, Vinícius e Geovany, em um dos quartos da casa.

Matteo assumiu ser o proprietário da arma usada nos disparos e entregou o revólver calibre .32 voluntariamente à polícia. Ele afirmou ter comprado o armamento há cerca de dois meses, pelo valor de R$ 3.500.

Durante as buscas, os policiais também apreenderam 31,5 gramas de maconha, uma faca e um celular, todos encaminhados para perícia. Os seis autores foram levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) - Cepol, onde foram autuados por homicídio qualificado por emboscada e dissimulação, com o agravante de terem dificultado a defesa da vítima.

O delegado plantonista acompanhou o trabalho da perícia criminal no local, que confirmou o óbito e recolheu o corpo de Luan com o apoio da funerária. Segundo a polícia, o caso é considerado crime premeditado e de vingança, com indícios claros de planejamento e execução coordenada.

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