Luiz Paulo Costa Gaeta, 56 anos, filho do ex-deputado Cecílio Jesus Gaeta, morreu nesta terça-feira (6) na Santa Casa de Campo Grande. Ele estava internado desde o dia 27 de maio, quando foi baleado na casa onde morava, no bairro Novos Estados. A principio, o disparo que feriu Luiz foi 'acidental', mas a família da vítima não acredita na versão apresentada.
Segundo Paulo Gaeta, irmão de Luiz, a história contada pelos envolvidos diz que Luiz estava dando uma festa na residência onde morava, quando um casal de amigos, sendo a mulher policial militar, chegou ao local. Ela teria deixado a arma que utilizava dentro do veículo, em frente da casa.
Em determinado momento, Luiz teria ido até o veículo com o marido da policial. Ao mostrar a pistola para Luiz, a arma teria disparado acidentalmente, atingindo a mão do homem, ricocheteado e atingido o abdômen da vítima.
Luiz foi socorrido e encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois transferido para a Santa Casa em estado grave.
Paulo e a irmã desconfiam da versão apresentada e questionam o motivo dos envolvidos não terem acionado o Corpo de Bombeiros ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). "Eles mesmo socorreram e em momento algum a polícia foi acionada. Parece que eles fugiram de um flagrante", disse.
Conforme Paulo, o irmão deu entrada na Santa Casa por volta das 0h30, mas o boletim de ocorrência do caso foi registrado apenas às 4h16. "A policial foi com a mulher do meu irmão e um comandante registrar o ocorrido horas depois. Por que foi com um comandante? Um homem baleado da entrada no hospital e ninguém aciona a polícia?'', indagou.
Paulo e a irmã foram proibidos pela cunhada de visitar o irmão. "Consegui entrar na Santa Casa com uma liminar. Parecia que ela não queria que eu visitasse meu irmão por medo dele contar alguma coisa", ressaltou. Ele também disse que acredita que a cunhada esteja omitindo informações e que vizinhos do irmão teriam dito que ouviram mais de um disparo.
''Se for acidente, vamos aceitar. Nós só queremos esclarecimentos dos fatos e saber o que realmente aconteceu. Precisamos de informação", disse.









