A família de Geovane Capistana da Silva, de 36 anos, está indignada com a forma como o falecimento do rapaz foi conduzido e questiona a morte por suspeita de Covid-19 divulgada pela unidade de saúde.
Conforme relataram ao TopMídiaNews, os familiares afirmam que Geovane era asmático e já apresentava histórico de problemas respiratórios. Diante disso, acreditam que o rapaz não chegou a realizar exames que comprovassem a doença, além de alegarem que, até o momento, não receberam documentação sobre os procedimentos médicos adotados durante o atendimento de emergência.
Segundo os relatos da família, Geovane teria passado mal na madrugada de segunda-feira (3) e se dirigido ao CRS da Cophavilla II, em Campo Grande, onde teria sido encontrado em estado crítico e posteriormente entubado. Durante o atendimento, ele teria sofrido uma crise convulsiva seguida de parada cardiorrespiratória, e o óbito teria sido confirmado pouco depois, às 7h04.
A suspeita de morte por Covid-19 foi registrada no relatório médico, que também menciona possível Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), conforme informado pela família.
A cunhada da vítima, Renata da Silva Ferreira, que acompanhou toda a situação, relatou a indignação do grupo familiar. “Não parece justo que um médico conclua que ele tinha Covid sem sequer ter feito exame. Não tivemos acesso a nenhum histórico médico, não sabemos que medicação foi usada, nem os procedimentos realizados. Perdemos, inclusive, a chance de velar o Geovane com dignidade. Tudo o que queremos é justiça e poder dar um enterro digno a ele”, afirmou.
Familiares também relataram que Geovane foi internado anteriormente, em abril, por pneumonia, com comprometimento aproximado de 20% dos pulmões, e fazia uso de inalador devido à asma. Na noite anterior à morte, ele estava em casa, aparentando bom estado de saúde.
“Ele teve uma crise respiratória que poderia ter sido registrada corretamente, mas até agora ninguém nos apresentou documentação que comprove que ele realmente tinha Covid. Queremos justiça e a chance de dar a ele o enterro digno que merece”, disse Renata.
“Colocam a suspeita da causa da morte sem saber o que era, e acreditamos que isso não deveria acontecer. A família não teve acesso a nada. A morte do Geovane levanta dúvidas sobre possíveis falhas no atendimento”, finaliza Renata.
O caso foi registrado como morte a esclarecer na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, e a família aguarda o resultado de exame solicitado para confirmar a real causa da morte.
A reportagem procurou a prefeitura de Campo Grande, por meio da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), mas até a publicação desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.







